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04/03/2010 - 10h45

Primeiro dia de eleições manchado por atentados em Bagdá

O primeiro dia de votação para as eleições legislativas iraquianas foi manchado nesta quinta-feira por atentados que deixaram 14 mortos e dezenas de feridos, apesar das medidas de segurança excepcionais.

Os três atentados ocorreram com poucas horas de intervalo perto de locais de votação de Bagdá. A rede terrorista Al-Qaeda e outro grupo extremista sunita, Ansar al-Sunna, ameaçaram fazer o possível para atrapalhar a votação, considerada crucial para o futuro do Iraque.

A votação acontecerá no domingo, com 19 milhões de eleitores registrados, mas os militares, membros das forças de segurança, presos e pessoas hospitalizadas começaram a votar nesta quinta-feira.

Sete soldados morreram em dois atentados executados por homens-bomba contra militares que faziam fila para votar em Bagdá, informaram fontes do ministério do Interior.

Três soldados morreram e 15 ficaram feridos no primeiro ataque suicida, cometido às 10H00 GMT (07H00 de Brasília) contra uma escola que servia de seção eleitoral no bairro de Mansur, na zona oeste de Bagdá.

Quarenta e cinco minutos depois aconteceu outro atentado, contra uma escola transformada em local de votação do bairro Bab al-Muazam, centro de Bagdá, deixando quatro mortos e 10 feridos.

E poucas horas antes, uma bomba explodiu em um edifício residencial situado a 500 metros de uma escola que servirá no domingo como local de votação em Hurriya, bairro ao norte de Bagdá, matando sete pessoas, entre elas quatro crianças, e ferindo 23, segundo Mohammad Mehdi, responsável pelos serviços médicos de emergência.

"Estava conversando com meu filho, que estava no telhado para conectar o cabo do gerador quando o edifício foi atingido por um projétil. Por sorte, meu filho está são e salvo, mas eu não ouço nada", declarou Abu Nabil, comerciante de 59 anos.

Na véspera, três atentados deixaram 33 mortos e 55 feridos em Baaquba, capital da província de Diyala.

Um total de 947.000 eleitores, entre eles os 850.000 membros do Exército e das forças de segurança e 97.000 presos e pessoas hospitalizadas, votam antecipadamente.

Na eleição "especial", feita antecipadamente, os doentes votam nos hospitais, os presos condenados a penas inferiores a cinco anos o fazem nas penitenciárias e os militares e policiais votam em zonas eleitorais normais.

Na sexta-feira estarão habilitados para votar 1,4 milhão de iraquianos residentes no exterior.

Durante as eleições, o Exército será mobilizado para prevenir atentados. Bagdá e as outras grandes cidades do país estão rigorosamente vigiadas, afirmou o ministério de Defesa.

No domingo, cerca de 200.000 membros das forças de segurança estarão espalhados e o trânsito de veículos será proibido.

"Decidimos impedir estas eleições de todas as maneiras possíveis, principalmente por meios militares", ameaçou o chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Omar al-Baghdadi, em uma mensagem gravada no dia 12 de fevereiro, em que ele qualificava as eleições de "crime político causado pelos xiitas".

As autoridades iraquianas e o Exército americano advertiram que os insurgentes tentariam deter o processo político.

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