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05/03/2010 - 06h27

Chile prepara luto por terremoto

O Chile, que nesta sexta-feira recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decreto três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto que deixou mais de 800 mortos.

Ao mesmo tempo em que prosseguem as operações de resgate e ajuda em uma ampla área do sul do país, a presidente Michelle Bachelet decretou luto de três dias e pediu que os compatriotas hasteiem a bandeira do país em suas casas.

"A presidente da República decretou no dia de hoje três dias de luto nacional, a contar da zero hora de domingo, 7 de março, em memória dos chilenos e chilenas falecidos", afirmou o subsecretário do Interior, Patricio revelou Rosende.

Rosende leu ainda uma lista de 279 pessoas falecidas no terremoto que foram plenamente identificadas.

O subsecretário não afirmou que era uma revisão para baixo do balanço oficial de 802 mortos divulgado na quarta-feira e também não divulgou o número de falecidos que não foram identificados. Além disso, não anunciou a quantidade de pessoas consideradas desaparecidas.

Na quinta-feira, Bachelet afirmou que entre os quase 600 mortos anunciados para a região de Maule há 200 pessoas que na realidade estão desaparecidas.

Nesta sexta-feira o Chile recebe o secretário-geral da ONU, que no sábado visitará a região do desastre.

Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas.

A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março.

Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

Em Concepción (500 km ao sul de Santiago), que ainda está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14.000 soldados nas áreas de desastre.

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