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05/03/2010 - 14h57

Iraque: seis candidatos na disputa pelo cargo de primeiro-ministro

Seis xiitas disputam o cargo de primeiro-ministro e suas ambições ameaçam dificultar a formação do governo, depois das eleições legislativas de 7 de março no Iraque.

- Nuri al Maliki, primeiro-ministro, 60 anos, se apresenta como independente com sua Aliança para o Estado de Direito, com a qual venceu as eleições provinciais de 2009.

Maliki é o líder do partido religioso Dawa. Ele voltou ao Iraque em 2003, após um exílio no Irã e na Síria, e se tornou chefe de governo em maio de 2006, quando as dissensões confessionais estavam no auge e as milícias xiitas e sunitas se enfrentavam. Embora tenha conseguido restabelecer a autoridade do Estado, uma recente onda de atentados em Bagdá o enfraqueceu às vésperas das eleições.

- Adel Abdel Mahdi, vice-presidente, 68 anos, quer revanche. Em 2006, por ocasião do voto no seio da coalizão xiita para nomear um candidato ao cargo de chefe de governo, este dirigente do Conselho Superior Islâmico do Iraque (CSII) foi derrotado por um voto de diferença pelo atual primeiro-ministro.

Doutor em economia, Mahdi viveu na França e militou nos dois lados do tabuleiro político. Primeiro foi maoísta, nos anos 1980 foi seduzido pela Revolução Iraniana e hoje defende a economia de mercado e a descentralização.

- Baqer Jaber Solagh, ministro das Finanças, 64 anos, viveu no Irã e na Síria. Membro do CSII, este engenheiro foi ministro do Interior entre abril de 2005 e março de 2006. Membros da comunidade sunita o acusam de ter criado "esquadrões da morte" no seio da polícia, o que ele desmentiu.

- Iyad Allawi, 64 anos, primeiro-ministro do primeiro governo iraquiano constituído após a invasão de 2003. Nas regiões sunitas, é adulado, embora durante muito tempo esta comunidade não o tenha perdoado por ter ordenado a ofensiva contra o bastião rebelde de Fallujah, entre junho de 2004 e abril de 2005.

Allawi dirige o Bloco Iraquiano, que conta com personalidades sunitas como o vice-presidente Tarek al Hashemi, e Saleh al Motlaq, líder da Frente para o Diálogo Nacional sunita, excluído desta eleição.

Este médico leigo pertenceu ao Baath, antigo partido de Saddam Hussein, entre 1961 e 1971, antes de brigar com o presidente derrubado em 2003 na invasão americana e se exilar na Grã-Bretanha, onde escapou de uma tentativa de assassinato.

- Ahmed Chalabi, de 65 anos, é o mais polêmico dos políticos. Doutor em matemática, viveu a maior parte da vida no exterior. É um dos arquitetos da invasão de 2003, para a qual apresentou à administração americana falsas provas sobre as supostas armas de destruição em massa de Saddam Hussein.

Entre abril de 2005 e maio de 2006 foi vice-primeiro-ministro. Os Estados Unidos o consideram um agente do Irã.

Membro da lista xiita da Aliança Nacional Iraquiana, poderia ser o candidato do líder radical Moqtada al-Sadr ao cargo de chefe de governo.

- O ministro do Interior, Jawad Bolani, um leigo de 50 anos, quer virar a página da era Baath. Este ex-engenheiro da Força Aérea nunca deixou o Iraque de lado. Espera ser o candidato do compromisso.

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