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05/03/2010 - 14h32

Jaycee Dugard faz primeira aparição pública após 18 anos sequestrada

A jovem americana Jaycee Dugard, que foi sequestrada e violentada durante 18 anos, fez sua primeira aparição pública na noite desta quinta-feira desde que foi libertada, em agosto do ano passado.

"Olá, sou eu, Jaycee. Agradeço a todos pelo apoio. Estou bem", disse em vídeo transmitido pela emissora de TV ABC.

"Tem sido um longo caminho, mas tenho conseguido seguir adiante", acrescentou Jaycee, de 29 anos, neste documentário no qual apareceu ao lado da mãe e da meia-irmã, vestindo calças jeans e blusa preta. No filme, ela aparece com os cabelos médios e castanhos acariciando dois cães antes de preparar doces para o Natal.

"É a primeira vez que confeito 'cookies'", confessou, como que para justificar que não fiquem tão bonitos.

As duas filhas, de 12 e 15 anos, que teve com seu captor, Phillip Garrido, não aparecem no vídeo.

Jaycee Dugard foi sequestrada em 1991, perto de uma casa em South Lake Tahoe (Califórnia, oeste dos Estados Unidos), quando tinha 11 anos, e foi mantida em cativeiro por 18 anos.

As meninas viviam em cativeiro com a mãe, em barracas de campanha e barracos escondidos no fundo do jardim de Garrido, em Antioch, 70 km ao leste de San Francisco.

Phillip Garrido foi preso, junto com a mulher, Nancy, no momento da libertação de Jaycee, em agosto passado.

Desde que foi libertada, Jaycee Dugard tenta voltar à vida normal, segundo a ABC. Ela conseguiu tirar carteira de motorista e fazer as certidões de nascimento das duas filhas. Ela estuda para ter o diploma do segundo grau e gostaria de ir para a universidade.

Até agora, sua família, que supostamente ainda vive no norte da Califórnia, permaneceu muito discreta. No vídeo, Jaycee aparece montando a cavalo, pois a equitação faz parte de uma terapia a que ela se submete desde que voltou ao convívio com os parentes.

No fim de janeiro, a jovem apresentou denúncia contra a administração penitenciária, à qual acusa de negligência no caso de Phillip Garrido, pois quando ele a mantinha refém, estava sob intervenção judicial após ter cumprido pena por estupro.

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