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05/03/2010 - 18h51

Obama propõe reduzir armamento nuclear dos EUA

O presidente americano, Barack Obama, propôs nesta sexta-feira reduzir tanto a quantidade quanto a importância das armas nucleares dos Estados Unidos, ao lembrar o aniversário de 40 anos do Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP).

O chefe de Estado americano manifestou, em comunicado, que seu governo modificará, na Revisão da Postura Nuclear, em andamento, "as ideias antiquadas da Guerra Fria", para poder "reduzir a quantidade e o papel que desempenham as armas nucleares em nossa estratégia de segurança nacional, embora mantendo uma dissuasão nuclear segura e eficaz".

Um alto funcionário americano havia dito anteriormente que a administração Obama planejava "uma redução drástica" do arsenal nuclear do país, que seria concluída no fim de março.

No ano passado, durante discurso em Praga, Obama propôs um mundo livre da ameaça nuclear, embora tenha reconhecido que talvez não viva para vê-lo.

"Os Estados Unidos reafirmam sua decisão de fortalecer o regime de não-proliferação para ir ao encontro dos desafios do século XXI, à medida que perseguimos nossa visão futura de um mundo livre de armas nucleares", destacou Obama no comunicado.

O presidente convocou uma cúpula de amplo espectro sobre segurança nuclear a ser realizada em abril, na capital americana. Seu governo também está em negociações com a Rússia sobre um novo tratado, o qual "reduziria significativamente nossos arsenais nucleares", declarou Obama nesta sexta-feira.

Os Estados Unidos - única nação a utilizar armas nucleares em combate - mantêm um vasto arsenal nuclear, que inclui 2.200 ogivas operacionais e 2.500 ogivas adicionais que podem ser ativadas, se necessário.

Obama chamou o TNP de "pedra fundamental dos esforços mundiais para prevenir a disseminação das armas nucleares".

Seu governo participa ainda de lentas negociações diplomáticas com o Irã e a Coreia do Norte, que visam a tentar evitar que estes países desenvolvam armas nucleares.

O Irã, que é signatário do TNP, alega que seu criticado programa nuclear tem fins pacíficos.

A Coreia do Norte se retirou do tratado em 2003, em um impasse com os Estados Unidos, e desde então testou duas bombas atômicas.

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