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06/03/2010 - 13h57

Secretário-geral da ONU visita zonas mais atingidas pelo terremoto no Chile

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, visita neste sábado a cidade de Concepción, uma das mais afetadas por um terremoto de magnitude 8,8 que assolou o Chile há uma semana, no momento em que esforços são feitos para normalizar os serviços e fornecer assistência humanitária a milhares de pessoas.

Ban ki-Moon chegou a esta cidade localizada 500 km ao sul de Santiago no início da manhã e percorre a região ao lado do chanceler Mariano Fernández, em uma visita que também inclui o porto de Talcahuano, que foi devastado pela tsunami registrada logo depois do terremoto, no sábado passado.

Ban se comprometeu a entregar à ONU na quarta-feira um relatório com suas recomendações depois de ter visitado a região atingida pelo terremoto, que deixou cerca de 800 mortos, dos quais 452 já foram identificados.

Estou "convencido de que a determinação dos chilenos fará com que consigam se reerguer", disse, enquanto percorria as áreas atingidas desta cidade de 500.000 habitantes.

"Entregarei um relatório à Assembleia Geral das Nações Unidas e discutiremos com a comunidade internacional qual é a melhor maneira de as Nações Unidas ajudarem e mobilizarem a assistência humanitária", disse Ban Ki-moon enquanto.

"Estou aqui para estender minha solidariedade e condolências a todas as pessoas que perderam suas vidas por causa da tragédia", disse o líder da ONU, acompanhado do chanceler chileno Mariano Fernández.

Fernández disse que "a ajuda internacional está sendo realizada de maneira extraordinária". Na véspera, a presidente Michelle Bachelet indicou que 35 países atenderam aos pedidos específicos feitos pelo Chile.

Na sexta-feira, Ban Ki-moon afirmou que "as Nações Unidas enviam 10 milhões de dólares do Fundo de Respostas de Emergência Central, em uma transferência em dinheiro para o governo".

Em Concepción, neste sábado chegou ao final uma história acompanhada com apreensão pelos chilenos: a de um edifício de 15 andares que tombou de lado com dezenas de pessoas em seu interior, e que finalmente será demolido. Dez pessoas morreram e outras 80 escaparam com vida.

Também nesta cidade, a Polícia realizou uma operação que permitiu recuperar cerca de 15 milhões de pesos (30.000 dólares) em móveis, eletrodomésticos e outros bens que tinham sido saqueados.

A tensão causada pelos saques e incêndios diminuiu com a presença de 14.000 militares nas duas regiões afetadas, e também por causa da chegada de alimentos na quinta-feira.

O maior drama é vivido pelas cidades litorâneas, que ficaram mais destruídas, e onde ainda não é possível determinar o número de desaparecidos.

Mas em todos os locais afetados pela tragédia, ainda sacudidos por réplicas que deixam os moradores em alerta, as pessoas de esforçam para voltar à vida normal.

Uma normalidade que vai demorar a voltar, segundo disse recentemente a presidente Bachelet, que calculou que a reconstrução total levará de três a quatro anos.

Em Santiago, neste sábado a maratona televisiva Teletón continuava. Ela durará 24 horas e tem o objetivo de arrecadar cerca de 30 milhões de dólares para o financiamento 30.000 habitações de emergência para as vítimas do tremor de terra e da tsunami.

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