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08/03/2010 - 14h26

Alemanha critica Igreja Católica por casos de abusos sexuais em colégios

O governo alemão criticou fortemente nesta segunda-feira o papel da Igreja Católica nos escândalos de abusos sexuais denunciados recentemente na Alemanha, e que envolvem um coro que foi dirigido pelo irmão do papa Bento XVI.

A ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, censurou nesta segunda-feira o Vaticano, que teria dificultado as investigações relacionadas aos abusos sexuais em colégios católicos, a respeito dos quais foi erguido "um muro de silêncio".

A ministra lamentou que, em virtude de uma orientação da Igreja, "abusos tão graves sejam mantidos confidenciais pelo Papa e não devam ser divulgados fora da Igreja".

Em uma carta aos bispos datada de maio de 2001, o cardeal Joseph Ratzinger, na época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estipulava os "crimes mais graves" dos quais o Vaticano devia ser informado.

Esse texto é considerado por especialistas em assuntos vaticanos como uma vontade de controlar os casos por parte da Igreja, que suspeitava que as herarquias locais eram permissivas demais. Mas Leutheusser-Schnarrenberger considerou que essa é uma prova de que a Igreja examina primeiro os assuntos internamente, sem levar em consideração a Justiça, e sugere depois que os supostos culpados se denunciem.

Diante das últimas revelações de pedofilia, a ministra da Justiça reiterou a sua proposta de organizar uma "mesa redonda" com representantes da Igreja para discutir, entre outras coisas, as "indenizações" às vítimas.

A Conferência Episcopal Alemã rejeitou várias vezes essa proposta, alegando que os abusos sexuais contra menores "não são um problema específico da Igreja Católica".

O Ministério da Família pretende realizar uma mesa redonda em 23 de abril com a participação do setor educativo e das igrejas católica e protestante.

"Devemos realizar uma discussão jurídico-política ambiciosa", declarou nesta segunda-feira o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Ulrich Wilhelm, referindo-se ao debate sobre uma prolongação dos prazos de prescrição dos casos de abusos sexuais de menores.

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