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08/03/2010 - 12h38

Chile: Piñera defende presença de forças militares em zonas de catástrofe

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, que assumirá quinta-feira, defendeu a presença de forças militares nas zonas de desastre abertas pelo terremoto, considerando que é absurdo continuar vinculando-as com a ditadura de Augusto Pinochet.

"A instituição militar possui ferramentas muito úteis na época de catástrofes", para garantir a ordem pública e evitar a pilhagem, disse Piñera em entrevista nesta segunda-feira à Rádio ADN.

"São chilenos como todos os demais. Este preconceito é absurdo, é preciso eliminá-lo de nossa mente", acrescentou o futuro governante, 20 anos depois do fim da ditadura (1973-1990)

O ministro de Obras Públicas, Sergio Bitar, disse, dias atrás, que, para o governo de Michelle Bachelet, não foi fácil pôr os militares nas ruas, pois isso fazia recordar o regime Pinochet.

Piñera reiterou que ampliará o estado de catástrofe às zonas do Chile onde for necessário.

Atualmente, 14.000 soldados patrulham as regiões declaradas em estado de exceção, como Biobío e Maule, as mais afetadas pelo terremoto do dia 27 de fevereiro, que alcançou 8,8 graus na escala Richter.

O sismo, ao qual se somou um tsunami, deixou até o momento 800 pessoas mortas ou desaparecidas, das quais 452 foram identificadas.

Piñera assume o comando do país no dia 11 de março em substituição a Michelle Bachelet, e marca o retorno da direita ao poder pelas urnas, depois de meio século.

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