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08/03/2010 - 14h26

Discriminação sexual: 'escassez' de meninas na Ásia

A discriminação sexual na Ásia se reflete na disparidade de nascimentos, e isso pode ser visto pela "carência" de cerca de 96 milhões de meninas, sobretudo na China e na Índia, impedidas de nascer ou privadas de cuidados médicos suficientes, diz um informe da ONU divulgado nesta segunda-feira.

Segundo o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), publicado neste Dia Internacional da Mulher, o forte crescimento econômico dos países da região não acarretou um avanço na igualdade de sexos e, pelo contrário, o progresso serviu para fazê-lo retroceder.

Os avanços tecnológicos permitiram, por exemplo, saber rapidamente o sexo de um bebê antes de seu nascimento, contribuindo para agravar o fenômeno dos abortos quando o feto é do sexo feminino.

"A velha predisposição à preferência pelos homens está agora combinada com a tecnologia médica moderna", afirma Anuradha Rajivan, principal autor do estudo.

"Não é apenas causado pelo infanticídio de meninas, mas também por meninas não nascidas devido ao abordo seletivo, o que causa" a escassez de mulheres, acrescentou.

O informe explica que a Ásia tem a mais alta taxa de nascimentos de homens, com 119 meninos nascidos para cada 100 meninas, em comparação com a taxa mundial, que é de 107 meninos para cada 100 meninas.

China e Índia são os países mais afetados pelo fenômeno, totalizando entre ambos 85 milhões dos 96 milhões de mulheres que faltam na Ásia.

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