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11/03/2010 - 10h07

Parlamento Europeu condena morte 'evitável e cruel' de dissidente cubano

A Eurocâmara aprovou nesta quinta-feira por ampla maioria uma resolução que condena a "evitável e cruel" morte do preso político cubano Orlando Zapata e, além disso, fez um alerta contra o possível "desfecho fatal" da greve de fome do dissidente Guillermo Fariñas.

O texto, objeto de consenso prévio entre os principais grupos políticos, "condena duramente a evitável e cruel morte" de Zapata, um pedreiro de 42 anos, ocorrida em 23 de fevereiro após uma greve de fome de 85 dias, e critica a tentativa do governo cubano de obstruir a organização do funeral.

A resolução foi aprovada por 509 votos favoráveis, 30 contrários e 14 abstenções.

O texto também "deplora a ausência de todo qualquer significativo" de Havana em resposta aos pedidos da comunidade internacional a favor da libertação de todos os presos políticos. A Eurocâmara lembra que as detenções são contrárias à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Os eurodeputados também alertam para o "alarmante estado de saúde" do jornalista Guillermo Fariñas, que entrou em greve de fome um dia depois da morte de Zapata para pedir a libertação de 26 presos políticos, o que pode ter um "desfecho fatal".

A resolução aprovada pelas grandes bancadas políticas, incluindo conservadores e socialistas, é uma dura condenação a Havana, no momento em que a Espanha, que ocupa a presidência semestral da União Europeia (UE), pretendia estreitar as relações entre o bloco e a ilha comunista.

Os deputados do Parlamento Europeu também pedem aos governantes do continente uma intensificação das medidas para exigir a liberdade dos presos políticos, além de promover e garantir o trabalho dos defensores dos direitos humanos na ilha, para possibilitar a abertura de um "diálogo estruturado" com a sociedade civil cubana.

Poucos depois do anúncio da condenação, o Parlamento cubano classificou de "discriminatória e seletiva" a condenação da Eurocâmara.

"A condenação europeia, aprovada após um sujo debate, manipula sentimentos, tergiversa fatos, esgrime mentiras e oculta realidades. Os cubanos rejeitam a imposição, a intolerância e a pressão como norma nas relações internacionais", afirma uma nota oficial.

"Este fato lamentável não pode ser utilizado para condenar Cuba, alegando que poderia ter evitado uma morte. Se há um campo que nosso país não tem que se defender com palavras, pois a realidade é irrefutável, é o da luta pela vida dos seres humanos", destaca a declaração cubana, que também cita um "profundo cinismo" na condenação.

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