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12/03/2010 - 17h19

Acordo libera US$ 657 milhões para indenizar trabalhadores do 11/09

Mais de dez mil pessoas que trabalharam no Marco Zero, em Nova York, onde os atentados de 11 de setembro de 2001 destruíram as torres-gêmeas do World Trade Center, poderão receber um total de 657 milhões de dólares como indenização aos problemas de saúde que desenvolveram.

Milhares de demandantes, a maioria bombeiros, policiais e trabalhadores da construção civil, processaram a cidade de Nova York, alegando ter desenvolvido doenças decorrentes das atividades nos escombros do World Trade Center.

Na quinta-feira, a presidente da seguradora, que recebeu recursos federais para cobrir a cidade de Nova York ante os processos apresentados por muitos dos demandantes, relatou que foi alcançado um acordo potencial para pagar até 657 milhões de dólares (479 milhões de euros).

"Conseguimos chegar a uma decisão que é justa, considerando circunstâncias difíceis e complicadas", disse Christine LaSala, presidente da companhia de seguros WTC Captive, que recebeu um bilhão de dólares em recursos federais para cobrir processos referentes a problemas de saúde, atribuídos aos esforços de limpeza, resgate e reconstrução nos escombros do World Trade Center.

A seguradora foi criada para cobrir a Cidade de Nova York e as pessoas que trabalharam na retirada dos escombros após o 11 de setembro depois que as autoridades municipais não conseguiram obter uma cobertura adequada no mercado de seguros.

"Este acordo possibilita a trabalhadores e voluntários que alegam ter sido prejudicados durante os trabalhos no WTC obter compensações proporcionais à natureza dos danos sofridos e à força de suas reivindicações, além de fornecer proteção adicional contra possíveis doenças futuras", acrescentou.

LaSala, que enalteceu os "esforços heróicos" dos demandantes "nos trabalhos de resgate, recuperação e remoção dos escombros", disse que o objetivo do fundo foi econtrar "um caminho para uma solução justa" para as mais de dez mil pessoas que entraram com processos judiciais.

"A decisão do processo (sobre o) World Trade Center permitirá a compensação de trabalhadores e socorristas pelos danos de saúde sofridos depois de seu trabalho no Marco Zero", afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg.

"Desde o 11 de setembro, a cidade tem se mobilizado agressivamente para fornecer tratamento médico para aqueles que estiveram no Marco Zero, e nós manteremos nosso compromisso no tratamento e monitoramento" deles, acrescentou o prefeito.

Mas nem todos os demandantes comemoraram o acordo. O ex-bombeiro de Nova York Kenny Specht, diagnosticado em 2008 com câncer na tiróide, disse à emissora de TV CNN que estava cético sobre as motivações das autoridades municipais.

"Meu ceticismo vem do fato de que nós temos pressionando membros do Congresso a liberar 5,4 bilhões de dólares para indenizações", afirmou.

"Não se pode fixar um preço para a sua saúde. Espero que este acordo seja feito da forma correta e tendo em mente a saúde, a segurança e o futuro das pessoas", acrescentou.

Para ter direito aos recursos do acordo, cada demandante terá que apresentar provas de que esteve presente e participou dos trabalhos de resgate, recuperação e remoção de destroços do WTC.

Segundo autoridades, serão exigidos documentos médicos específicos e um diagnóstico confirmando os problemas de saúde.

Para que o dinheiro seja liberado, 95% dos demandantes precisam endossar o acordo preliminar. Os que apresentarem evidências de seus problemas de saúde terão 90 dias para revisar ou decidir se aceitam ou não a indenização.

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