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12/03/2010 - 15h40

Eleições na França: a justiça proíbe propaganda antimuçulmana da extrema direita

A justiça francesa ordenou nesta sexta-feira a retirada de cartazes eleitorais do partido de extrema direita Frente Nacional, considerados "antimuçulmanos".

As peças publicitárias representam uma mulher integralmente velada ao lado de um mapa da França coberto com a bandeira de Argélia e do qual saem minaretes em forma de mísseis, com o título "Não ao islamismo".

O tribunal de Marselha (sudeste) considerou que "este cartaz provocador é constitutivo de perturbação manifestamente ilícita" e "de natureza a despertar um sentimento de rejeição e de animosidade contra um grupo de pessoas visadas por suas práticas religiosas, contra suas mulheres e sua nacionalidade".

Na sentença, da qual a AFP obteve cópia, o tribunal condena o FN e seu líder Jean-Marie Le Pen a retirarem todos esses anúncios num prazo de 24 horas (...) sob pena de multa de 500 euros para cada dia de atraso.

As peças foram colocadas, principalmente, na região Provence-Alpes-Côte d'Azur (sudeste) onde Le Pen faz campanha liderando a chapa para as eleições regionais de 14 e 21 de março.

A Liga contra o Racismo e o Antissemitismo (Licra), o Movimento contra o Racismo e pela Amizade entre os Povos (MRAP) e o SOS Racismo entraram na justiça contra os anúncios.

Na segunda-feira, o ministro argelino das Relações Exteriores, Mourad Medelci, havia solicitado ao "Estado francês tomar as medidas cabíveis quanto símbolos de países estrangeiros são pisoteados".

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