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12/03/2010 - 13h30

Piñera entrega capacete e cronômetro a ministros, imprimindo pressa na reconstrução

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, iniciou formalmente seu governo exigindo pressa no trabalho de reconstrução do país, após o terremoto seguido de tsunami do dia 27 de fevereiro, numa nação ainda ameaçada por novos abalos.

Esta pressa, que o novo presidente tenta imprimir às tarefas de reerguimento, foi simbolizada durante a primeira reunião de gabinete na madrugada desta sexta-feira.

"Durante nossa primeira reunião de gabinete, entreguei simbolicamente a cada ministro um capacete e um cronômetro. O capacete, porque é preciso reconstruir, e o cronômetro, porque é preciso agir com rapidez", disse o presidente.

A tragédia deixou cerca de 800 mortos e desaparecidos, mais de 1,5 milhão de casas destruídas e dois milhões de desabrigados em várias cidades, nas quais o trabalho de reconstrução será enorme.

Segundo a imprensa local, a estimativa feita pelo novo ministro da Fazenda, Felipe Larraín, é que o terremoto custe entre 20 e 30 bilhões de dólares ao Chile.

O Chile ainda está sob o impacto dos três terremotos (de magnitude 7,2, 6,9 e 6) que sacudiram na quinta-feira a zona central do país, e que ocorreram minutos antes de Piñera assumir a presidência, substituindo Michelle Bachelet.

As 14 réplicas posteriores na tarde de quinta-feira e as três registradas na manhã desta sexta-feira vêm deixando os chilenos da zona central, incluindo os moradores de Santiago, em estado de tensão permanente.

As primeiras horas da presidência de Piñera - um empresário incluído na 437 posição da Forbes com 2,2 bilhões de dólares - transcorreu entre a cerimônia de posse e a preocupação com a tragédia.

Nesta sexta-feira o novo presidente usou um carro sem capota para participar da cerimônia do Te Deum na Praça das Armas de Santiago, que não foi realizada na catedral, e sim ao ar livre, em solidariedade aos desabrigados que ficaram sem teto após os terremotos, segundo o sacerdote Fernando Santelices.

Pouco antes, Piñera afirmou à imprensa que tomou uma decisão a respeito de dois temas críticos: a destruição de escolas e a falta de atendimento médico para milhares de feridos em Maule e Biobío, as duas regiões mais devastadas pelo terremoto e o tsunami de quase duas semanas atrás.

Piñera disse ter pedido a seus ministros empenho para que, em menos de 45 dias, todas as crianças das zonas afetadas "estejam de volta às salas de aula", prosseguindo, ao lado disto, um atendimento especial, nos próximos 30 dias de todas as pessoas que foram afetadas em sua saúde pela catástrofe.

A tragédia ocorreu em um ano que era visto como o da recuperação econômica, após a crise financeira internacional, que afetou gravemente o país em 2009 (-1,7% em seu PIB).

Os analistas calculavam para 2010 um crescimento entre 4,5 e 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mas agora consideram que o terremoto pode custar 3% de seu crescimento no primeiro semestre e 1% durante o ano, ainda que afirmem que a reconstrução também pode se converter em um motor para sua economia.

Em seu primeiro diálogo com a população, Piñera fez um pronunciamento entusiasmado, afirmando que o país será reconstruído "pedra por pedra e tijolo por tijolo".

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