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14/03/2010 - 12h37

Colombianos comparecem às urnas para eleições legislativas

Os colombianos começaram a votar às 8h (10h de Brasília) deste domingo para escolher, nas eleições legislativos, 102 senadores, 166 representantes da Câmara e cinco deputados do Parlamento Andino, entre 2.539 candidatos registrados.

O presidente Alvaro Uribe abriu a votação na praça de Bolívar em Bogotá e pediu uma grande participação dos compatriotas.

"As Forças Armadas realizam uma grande tarefa para proteger a democracia em todo o país, a grande proteção da democracia deriva do proceder correto de cada um de nossos cidadãos; desejo o maior êxito à pátria nestas eleições", afirmou Uribe.

Segundo o procurador nacional, Carlos Ariel Sánchez, o dia de eleição começou em situação de normalidade em todo o país, enquanto o ministro da Defesa, Gabriel Silva, disse que não foram registradas situações de alteração da ordem pública.

Em uma decisão inédita, o governo da Colômbia fechou as fronteiras quatro horas antes do início da votação. A situação vai permanecer assim até o fim do horário das eleições, às 16h (18h de Brasília), segundo o diretor da DAS (polícia secreta e de migrações), Felipe Muñoz.

Quase 30 milhões de colombianos estão registrados para votar nas eleições legislativas que renovarão um dos congressos mais questionados dos últimos anos, com dezenas de parlamentares condenados por vínculos com grupos paramilitares e grupos criminosos.

O Congresso bicameral é de maioria governista, com 72 senadores e 103 representantes na Câmara da coalizão governamental. Está previsto que nestas eleições os partidos da situação mantenham primazia.

No sábado, a polícia colombiana informou ter encontrado e desativado um carro-bomba abandonado em uma rua do centro de Cali, terceira cidade do país, e atribuiu o fato à intenção da guerrilha das Farc de atrapalhar as eleições legislativas de domingo.

O Congresso atual é um dos mais criticados dos últimos anos, com dezenas de parlamentares investigados por supostos vínculos com grupos paramilitares, dos quais 12 já foram condenados.

Além disso, as eleições ainda sofrem com a denúncia de financiamento ilegal, segundo a organização colombiana Missão de Observação Eleitoral, que denunciou campanhas de até 3,5 milhões de dólares por uma vaga no Senado.

A missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) também advertiu para o risco de que o tráfico de drogas tente influenciar as eleições.

"Temos ouvido muitas opiniões e todas parecem concordar em que continua havendo grupos de perfil criminoso, que não são os mesmos paramilitares, que estão vinculados de forma mais direta ao narcotráfico e que tentam influir de forma perversa na política", disse o chileno Enrique Correa, chefe da missão da OEA, em entrevista, no sábado, ao jornal El Tiempo.

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