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14/03/2010 - 11h24

Para Netanyahu não há motivos de alarme por tensão entre Israel e EUA

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, minimizou neste domingo o risco de um conflito nas relações com os Estados Unidos pela crise diplomática provocada pelo anúncio de um projeto de colonização em Jerusalém Oriental durante uma visita do vice-presidente americano, Joe Biden.

A imprensa israelense já manifesta preocupação com a crise aberta com os Estados Unidos.

Washington reagiu de modo enérgico ao anúncio de um novo projeto de colonização, percebido como uma humilhação pelo principal aliado de Israel.

"Depois de ler os jornais, proponho que não nos levemos pelo pânico e nos tranquilizemos. Nós sabemos tratar este tipo de situação com sangue frio", declarou o chefe de Governo.

"Foi um erro lamentável, mas não intencional, que não deve se repetir. Designei uma comissão de diretores ministeriais para a questão", completou Netanyahu.

Mas para o jornal Haaretz, "a crise esperada há muito tempo entre Israel e Estados Unidos, desde que Benjamin Netanyahu assumiu o cargo de primeiro-ministro, em abril de 2009, explodiu finalmente".

"O chefe de Governo terá que escolher entre suas convicções ideológicas e a aliança com a direita, de um lado, e a necessidade de conservar o apoio dos Estados Unidos, do outro", destaca o jornal.

A imprensa israelense lembra que o apoio é indispensável, já que Israel conta com Washington para deter o programa nuclear iraniano.

Segundo assessores, Netanyahu ficou "surpreso" com a enérgica reação americana e espera ter conseguido explicar a situação a Biden.

No dia 9 de março, durante a visita do vice-presidente de Barack Obama a Israel, o ministério do Interior anunciou a autorização para um projeto de construção de 1.600 casas em um bairro de colonização em Jerusalém Oriental anexada.

O anúncio provocou a revolta dos palestinos e foi condenado pela comunidade internacional.

Na sexta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, conversou durante quase uma hora com Netanyahu e usou palavras muito duras para condenar a atitude, que chamou de "profundamente negativa" em relação aos Estados Unidos.

Para tentar acalmar a situação, Netanyahu pediu desculpas, mas apenas pelo fato do anúncio ter sido feito durante a visita de Biden. Ele afirmou que não havia sido informado e alegou que se tratava de um projeto antigo, cuja aplicação vai demorar anos, mas não recuou na política de colonização.

Neste domingo, David Axelrod, um dos principais conselheiros do presidente Barack Obama, afirmou que o plano israelense de construir 1.600 casas em Jerusalém Oriental foi uma "afronta" e é "destrutivo" para o processo de paz no Oriente Médio.

"Isto foi uma afronta, foi um insulto, mas o mais importante é que enfraquece os muito frágeis esforços para trazer a paz a esta região", advertiu Axelrod.

"Acabamos de iniciar conversações de aproximação, que são um veículo para a diplomacia, entre os palestinos e israelenses, e este anúncio neste momento é muito destrutivo", destacou.

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