UOL Notícias Notícias
 

15/03/2010 - 10h11

Presidente de rede de TV georgiana defende falsa reportagem sobre invasão russa

O presidente de uma rede de televisão georgiana defendeu o programa de seu canal que causou pânico na Geórgia ao divulgar uma falsa reportagem sobre uma invasão russa ao país e descartou uma punição contra seus autores, indicou nesta segunda-feira a imprensa local.

Guiorgui Arveladze, dono do canal, pediu desculpas pelo "choque" provocado pela divulgação da falsa reportagem, alegando que "seu objetivo não era assustar as pessoas".

Veja a 'falsa invasão' na TV da Geórgia

"O objetivo era falar das ameaças a sua segurança que nosso país enfrenta", disse Arveladze, citado pelo site de notícias www.civil.ge.

"Nosso objetivo era mencionar abertamente o plano preparado por Moscou com todos os seus detalhes dolorosos", acrescentou.

A rede de televisão privada Imedi anunciou no sábado à noite que tanques russos avançavam em direção Tbilisi e que o presidente Mikhail Saakashvili tinha morrido. Imagens da guerra de 2008 entre russos e georgianos pelo controle da Ossétia do Sul foram divulgadas como se fossem transmitidas ao vivo. 

Rússia critica falso anúncio:

A Chancelaria russa classificou hoje como uma "provocação" a falsa notícia emitida sábado por um canal de TV da Geórgia de que a Rússia havia invadido o país, o que gerou pânico entre os georgianos. "O provocador programa causou um claro prejuízo à segurança e à estabilidade da região, aumentando significativamente o nível de tensão em uma situação, já por si só, complicada", afirmou Andrei Nesterenko, porta-voz da Chancelaria russa.

De acordo com a imprensa local, a falsa notícia desencadeou um número recorde de telefonemas para os serviços de emergência, provocando diversos problemas cardíacos e crises nervosas.

Uma breve advertência antes da divulgação do programa indicava que tudo era uma "simulação", mas reportagem não continha menção alguma de seu caráter fictício.

Averladze considerou que os telespectadores deveriam ter compreendido que não se tratava de uma situação real, e descartou qualquer ideia de punição contra os responsáveis pelo programa.

"Não planejo mudanças de funcionários ou demissões", disse.

O embaixador dos Estados Unidos na Geórgia, John Bass, criticou energicamente a divulgação da reportagem falsa.

"Na minha opinião, é algo irresponsável. Isso não tem relação alguma com o que consideramos as normas do jornalismo profissional", disse Bass, citado pela imprensa.

"Não acho que esse tipo de programa, inclusive se tivesse sido indicado claramente que se tratava de uma ficção, seja construtivo neste momento para ajudar a Geórgia a enfrentar seus problemas reais", disse.

 

 

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,13
    3,270
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,51
    63.760,94
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host