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17/03/2010 - 11h38

Bruxelas preocupada com previsões otimistas dos países

A Comissão Europeia se mostrou preocupada com as previsões de crescimento "muito otimistas" dos Estados, que podem prejudicar o compromisso dos países de reduzir os déficits públicos, destaca um relatório sobre os planos de austeridade de 14 países membros da União Europeia (UE).

"Na maioria dos 14 programas examinados, as hipóteses de crescimento são consideradas muito otimistas, o que significa que os resultados orçamentários podem ser menos positivos que o previsto", adverte o documento do Executivo da UE.

Bruxelas critica ainda, de forma generalizada, o fato das estratégias para corrigir os déficits excessivos dos Estados membros da UE não estarem definidas "suficientemente com medidas concretas".

Este é o caso da Espanha, que recebeu o pedido da Comissão para ajustar a política orçamentária, que deve permitir uma correção do déficit e deixá-lo em 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2013.

Em consequência da recente crise econômica mundial, a maioria dos Estados membros adotou pacotes de estímulos multimilionários que provocaram grandes buracos nos cofres públicos, o que obrigou Bruxelas a abrir processos contra os governos por déficit excessivo.

Como Bruxelas acredita que 2010 será um ano ainda marcado pelas medidas de recuperação, os países da UE se comprometeram a sanear as finanças públicas a partir de 2011.

O Pacto de Estabilidade da UE exige dos Estados membros um teto de 3% do PIB para o déficit público, mas a previsão é de que a média europeia este ano fique em 7,5%.

O informe da Comissão também critica a credibilidade dos planos de austeridade da França, da Alemanha e da Grã-Bretanha, em especial, acusada de não prever sequer a correção do déficit excessivo no exercício até 2014-2015".

O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, rebateu a crítica e a recomendação de Bruxelas de "acelerar o ritmo de saneamento orçamentário".

"Seguir este conselho equivaleria a retirar mais de 25 bilhões de libras da economia nacional", advertiu.

O informe não cita a Grécia, cuja situação orçamentária disparou o alerta na Eurozona, criando tensões entre os 16 Estados membros.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quarta-feira que uma ajuda rápida à Grécia não seria uma boa opção e defendeu a possibilidade de excluir da Eurozona, como último recurso, um país que não cumprir as condições de adesão ao bloco.

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