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17/03/2010 - 11h10

Israel suspende bloqueio na Cisjordânia e permanece alerta em Jerusalém

Israel suspendeu nesta quarta-feira o bloqueio da Cisjordânia e reabriu ao público a Esplanada das Mesquitas de Jerusalém, mas a polícia permanece em alerta nesta cidade, cenário de confrontos violentos na terça-feira, os mais graves em muitos anos.

"De acordo com uma decisão do ministro da Defesa, Ehud Barak, suspendemos durante a noite o bloqueio que estava em vigor em Judeia e Samaria" (nome bíblico da Cisjordânia), afirmou à AFP um porta-voz do Exército hebreu.

Pela primeira vez em um ano, a medida foi adotada por "motivos de segurança" e não por ocasião de um feriado judaico.

"Quase 3.000 policiais permanecem em alerta em Jerusalém, especialmente no setor oriental anexado da cidade", informou o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

Ao mesmo tempo, o acesso à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Antiga de Jerusalém, terceiro local sagrado do islã, foi reaberto, tanto para os muçulmanos como para os turistas, completou Rosenfeld.

O acesso à esplanada estava proibido há vários dias aos muçulmanos de menos de 50 anos e aos visitantes não muçulmanos.

Israel teme novos confrontos, depois da violência registrada na terça-feira, entre jovens palestinos e as forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental, a situação mais grave na cidade em vários anos, que acontece em meio a um clima de tensão político-religiosa.

No plano diplomático, a tensão diminuiu entre Israel e Estados Unidos, depois do tom áspero dos últimos dias, e os dois países reiteraram a solidez da aliança.

"Ninguém aqui fala de uma terceira Intifada (rebelião popular palestina). Na terça-feira tivemos alguns focos de violência em Jerusalém, mas restauramos a ordem", declarou Rosenfeld.

Na manhã desta quarta-feira foram registrados choques isolados nos arredores de Nablus (Cisjordânia). Três palestinos que jogavam pedras foram feridos por soldados israelenses, que atiraram balas de borracha para dispersar os manifestantes.

A terça-feira foi o "Dia de Fúria" nos territórios palestinos, convocado pelo movimento radical Hamas, marcado por manifestantes palestinos e soldados israelenses.

Quinze policiais ficaram feridos e 60 manifestantes foram detidos. Vinte e um palestinos precisaram ser internados.

Os palestinos protestaram essencialmente contra a inauguração de uma sinagoga na Cidade Antiga de Jerusalém, considerada uma provocação.

Os distúrbios afetaram vários bairros de Jerusalém Oriental e incidentes esporádicos foram registrados na Cisjordânia, além da cidade israelense de Jaffa (de maioria árabe e vizinha de Tel Aviv).

"O fogo e as pedras", estampa na manchete o principal jornal israelense, Yediot Aharonot.

A tensão aumenta no momento em que os Estados Unidos tentam mediar negociações indiretas entre israelenses e palestinos, esforço que parece congelado após a autorização do governo de Israel à construção de 1.600 casas para colonos judeus em Jerusalém Oriental.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, reiterou nesta quarta-feira a exigência de fim completo da colonização israelense nos territórios palestinos antes de participar em negociações indiretas com Israel.

"Não temos condições prévias, mas pedimos a aplicação das obrigações para participar nas negociações indiretas", declarou Abbas em uma entrevista coletiva ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz uma visita aos territórios palestinos.

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