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18/03/2010 - 14h34

Famílias de presos questionam suicídio em Guantánamo

As famílias de dois homens mortos em 2006 na prisão de Guantánamo - fato apresentado pelo exército americano como suicídio - entraram com uma demanda na Justiça, após o surgimento de depoimentos de militares que estavam ali quando ocorreram os fatos, constatou a AFP nesta quinta-feira.

Na petição encaminhada ao Tribunal Federal de Washington - à qual a AFP teve acesso nesta quinta-feira -, os familiares afirmam que foram descobertos "fatos excepcionais e desconcentrantes" em relação às mortes de seus filhos Yasser Al-Zahrani (saudita, 22 anos) e Salah Al-Salami (iemenita, 33 anos).

A petição é baseada nas declarações de quatro militares, entre eles, um de alta patente, Joe Hickman, que estava de guarda do mirante do campo de detenção onde se encontravam as celas dos dois homens nas noites de 9 e 10 de junho de 2006.

Hickman afirmou ter visto os três homens serem transportados de suas celas a outro campo, e depois ter visto o furgão regressar descarregando algo diretamente na enfermaria.

Três minutos depois, o campo ficou em efervescência, e Joe Hickman pediu os detalhes do ocorrido a um dos enfermeiros. Este respondeu, segundo ele, que "três prisioneiros tinham sido levados à enfermaria, já mortos por asfixia, porque tinham trapos colocados à força na garganta". Um deles tinha marca de golpes.

Outros guardas que também estavam de plantão naquela noite na torre de vigilância afirmam não terem visto nenhum movimento nas celas e na enfermadia.

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