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19/03/2010 - 16h36

EUA: ativistas vão às ruas de Washington no domingo para defender a reforma migratória

Ativistas e legisladores pretendem reunir neste domingo dezenas de milhares de pessoas em Washington para uma manifestação a favor da reforma migratória nos Estados Unidos, com a qual o presidente Barack Obama comprometeu-se, apesar de o Congresso não ter tomado nenhuma iniciativa a respeito.

Diversos grupos pró-reforma migratória e legisladores, como o hipânico Luis Gutiérrez, convocaram a manifestação, que pretende colocar sobre a mesa o tema, uma das promessas de Obama durante a campanha presidencial.

Mas a iniciativa, que já conheceu dois fracassos no Congresso em 2006 e 2007, passou para um segundo plano por conta de outras prioridades do governo Obama, como a reforma do sistema de saúde e a criação de postos de trabalho, em meio a uma das piores crises econômicas das últimas décadas.

"A pergunta a nossos líderes é o que farão a partir de segunda-feira para concretizar a promessa de reforma. Ouvimos promessas antes", disse nesta sexta-feira Clarissa Martínez, diretora de migração da La Raza, o principal grupo hispânico dos Estados Unidos.

Martínez afirmou que "dezenas de milhares de pessoas já começaram a chegar" à capital americana para a "histórica" manifestação do domingo.

Adiantando-se ao protesto, o presidente Obama pediu na quinta-feira que o Congresso americano agisse "o mais rápido possível".

Obama reagiu, assim, a uma proposta de reforma feita por dois senadores: o democrata Charles Schumer e o republicado Lindsey Graham, mas que ainda deve transformar-se em projeto de lei.

A proposta dos senadores representa "um marco promissor e pluripartidário, que pode e deve ser a base para avançarmos", disse Obama, que se comprometeu a "fazer todo o possível para conseguir consenso".

O projeto prevê legalizar 11 milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos, sob determinadas condições, além de reforçar as fronteiras.

Obama, que recebeu na Casa Branca Shumer e Graham para conhecer a proposta, realizou em junho do ano passado uma primeira reunião com senadores para estimulá-los a formular uma estratégia para fazer a reforma migratória avançar.

"Pedimos ao presidente e aos senadores Schumer e Graham para concretizarem a lei", disse a diretora do Centro de Políticas Migratórias, Mary Giovagnoli.

A Casa Branca reconheceu que ainda não conta com os votos necessários para aprovar a reforma.

A iniciativa migratória é um dos temas mais importantes para os 45 milhões de hispânicos que vivem nos Estados Unidos, a principal "minoria" do país, que cada vez tem maior peso eleitoral.

Obama recebeu nas últimas eleições 67% dos votos dos 10 milhões de hispânicos que foram às urnas, uma cifra recorde de participação.

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