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20/03/2010 - 14h17

Hillary Clinton chefia delegação americana para debater segurança no México

A secretária de Estado, Hillary Clinton, chefia uma delegação que estará na terça-feira no México, para uma reunião sobre segurança, à luz dos assassinatos, há um semana, de três pessoas ligadas ao consulado americano em Ciudad Juárez.

A reunião se centrará na análise da Iniciativa Mérida, mediante a qual os Estados Unidos fornecerão até 2011 importantes recursos a México e América Central para o combate ao crime organizado, e que o governo Barack Obama se mostrou interessado em prorrogar.

"O tema central desta reunião, em particular, pela própria natureza dos participantes, é a questão da segurança", informou o secretário americano de Estado adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela.

Acompanhando Hillary Clinton, viajarão o secretário da Defesa, Robert Gates, da Segurança Interna, Janet Napolitano, o diretor de Inteligencia Nacional, Dennis Blair, o comandante militar, almirante Mike Mullen, e demais funcionários das áreas de segurança na fronteira e luta contra as drogas.

Esta segunda visita do Grupo Consultivo de Alto Nível Estados Unidos-México acontece em meio ao recrudescimento da violência dos cartéis da droga, que deixaram 15.000 mortos nos últimos três anos, principalmente na zona de fronteira com os Estados Unidos.

Enquanto isto, agentes do FBI se deslocaram para Ciudad Juárez (norte do México) para investigar o assassinato de uma funcionária do consulado americano, de seu marido, e do esposo de outra empregada, informou nesta segunda-feira a Procuradoria de Chihuahua.

No sábado passado, Lesley A. Enriquez, funcionária consular, seu esposo Redelfs Arthur Haycock, ambos americanos, tiveram o carro em que estavam crivado de balas, numa rua da cidade, depois de terem participado de uma reunião social. No automóvel estava a filha deles, de um ano, que nada sofreu.

Lesley A. Enriquez era encarregada de servicios específicos para cidadãos americanos no México, explicou um funcionário do Departamento de Estado americano.

O policiamento foi reforçado no prédio do consulado americano naquela cidade, o maior do mundo e que, em fevereiro passado, já havia sido alvo de uma falsa ameaça de bomba.

Autoridades mexicanas atribuem os assassinatos, os primeiros com estas características contra diplomatas americanos, a "Los Aztecas", um grupo armado vinculado ao cartel de Juárez, segundo autoridades estatais.

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