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20/03/2010 - 17h57

Coalizão redobra ataques contra Kadhafi, que prevê 'guerra longa'

TRÍPOLE, 20 Mar 2011 (AFP) -Os aviões da coalizão internacional bombardearam novamente neste domingo as forças militares do líder líbio Muamar Kadhafi, que por sua vez, prometeu uma "longa guerra" e advertiu que todo seu povo está "armado" e "vencerá".

O início da operação internacional destinada a estabelecer uma zona de exclusão aérea na Líbia "teve êxito" e interrompeu a ofensiva do governo sobre Benghazi, disse neste domingo o máximo responsável do exército dos Estados Unidos, o almirante Michael Mullen.

"Nós somos os vitoriosos, vocês, os vencidos. Jamais abandonaremos o campo de batalha, pois defendemos nossa terra e nossa dignidade", assegurou Kadhafi em mensagem sonora, a segunda desde o início no sábado da operação militar internacional, lançada por conta da resolução 1973 da ONU, adotada na quinta-feira.

O líder líbio previu também uma "longa guerra", e assegurou que "todo o povo está armado" e "vencerá".

As forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha continuaram neste domingo sua operação militar, batizada de "Odyssey Dawn" (odisseia do amanhecer) pelo Pentágono.

Ao menos 19 aviões americanos, entre eles três bombardeiros furtivos B2 ("Stealth bomber"), atacaram alvos na Líbia neste domingo durante o amanhecer, declarou à AFP Kenneth Fidler, um porta-voz do Comando África dos Estados Unidos (Africom) em Stuttgart, Alemanha.

As operações aéreas francesas também continuavam, segundo uma fonte militar.

Dezenas de veículos militares do líder líbio, entre eles tanques, foram destruídos neste domingo por bombardeios aéreos no oeste de Benghazi, reduto dos insurgentes, segundo jornalistas da AFP e rebeldes.

O ministro britânico das Finanças, George Osbone, afirmou que "foram tomadas todas as precauções" para evitar vítimas civis durante os bombardeios.

O imediato objetivo da coalizão internacional na Líbia é proteger os civis com uma zona de exclusão aérea e não necessariamente tentar derrubar o líder Muamar Kadhafi, disse o máximo responsável do exército dos Estados Unidos.

"O objetivo (da resolução) do Conselho de Segurança das Nações Unidas realmente é Benghazi e proteger os civis", disse o almirante Michael Mullen à Fox News, referindo-se ao reduto dos rebeldes no leste da Líbia.

"Não se trata de ir atrás de Kadhafi ou atacá-lo nesse momento em particular", disse Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto americano.

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