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23/03/2010 - 15h17

Polícia de Chávez prende ex-governador da oposição acusado de conspiração

O ex-governador venezuelano do Estado de Zulia, Oswaldo Alvarez Paz, que faz oposição ao presidente Hugo Chávez, foi detido nesta segunda-feira e levado à sede da polícia política, sob as acusações de conspirar, estimular a delinquir e divulgar informações falsas.

O ex-governador havia afirmado, num programa de televisão, que a Venezuela se transformou em um centro de operações que facilita o narcotráfico.

"Enfrento a detenção com muita serenidade e muita consciência do significado de todas estas coisas", disse Alvarez Paz ao canal privado de notícias Globovision, no momento em que deixava sua residência em Caracas para ser transportado pela polícia à prisão de El Helicoide.

"Mais cedo ou mais tarde a justiça brilhará. Para isto estamos lutando e este é o sentido do que esta Venezuela aspira", acrescentou.

Segundo o político, "estou assumindo totalmente a responsabilidade das coisas que disse e fiz", destacou.

A oposição venezuelana "condenou com firmeza" a medida, que qualificou de uma "nova arbitrariedade contra uma pessoa crítica o governo" mediante "o uso descarado da justiça para objetivos políticos".

"Prende-se Álvarez Paz por um crime de opinião, algo inadmissível numa democracia. (...) Trata-se de uma violação da Constituição, assim como de tentativa para promover o medo e a autocensura, como forma de silenciar os venezuelanos", destacaram partidos da oposição, em comunicado conjunto.

Na sexta-feira passada, a procuradoria venezuelana acusou Paz de conspiração, instigação pública a delinquir e difusão de informação falsa por uma entrevista concedida no programa "Alô Cidadão", exibido pela Globovisión.

As penas pelos crimes vão de dois a 16 anos de prisão.

Há duas semanas, dois deputados da Assembleia Nacional (Parlamento) solicitaram uma investigação contra Alvarez Paz.

"É um crime tipicamente político", denunciou o advogado do político, Omar Estacio.

Oswaldo Alvarez Paz foi governador de Zulia entre 1990 e 1993 e concorreu à presidência em 1993, tendo sido, nos últimos anos, uma das vozes críticas a Chávez.

"Foi detido, não por instruções do presidente Hugo Chávez, mas por solicitação de um tribunal de justiça, pelo Poder Judiciário, tendo como base uma investigação do Ministério Público", disse o ministro do Interior, Tareck El Aissami.

Alvarez "é responsável constitucionalmente pelo que afirma e deve prestar contas à justiça", concluiu.

"A imprensa lança ao mundo que Chávezm, arbitrariamente, deteve um dirigente da oposição, quando isso é totalmente falso, mentem descaradamente", acrescentou.

"Em nenhum momento funcionários atropelaram ou agrediram este ciudadão, nem está incomunicável. Garantimos a ele o direito de legítima defesa", explicou o ministro.

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