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23/03/2010 - 11h36

Três ex-ministros trabalhistas suspensos em caso de lobby

O Partido Trabalhista britânico, do primeiro-ministro Gordon Brown, decidiu na noite de segunda-feira suspender quatro membros, três deles ex-ministros, acusados de ter pedido dinheiro em troca de lobby, a poucas semanas das eleições legislativas que prometem ser complicadas para o governo.

O ex-secretário de Estado para os Transportes Stephen Byers, o ex-ministro da Defesa Geoff Hoon e a ex-ministra da Saúde Patricia Hewitt, além da parlamentar Margaret Moran, foram suspensos à espera das conclusões de uma investigação interna na bancada parlamentar trabalhista, anunciou o partido.

O caso veio a público depois que uma jornalista filmou encontros com vários parlamentares trabalhistas que pareciam dispostos a utilizar as relações com o governo britânico para influenciar várias medidas, em troca de pagamento.

Em uma gravação feita com uma câmera escondida, Stephen Byers, que está no centro do escândalo, afirma ter alcançado acordos secretos que se declarava disposto "a alugar" e mencionava tarifas de até 5.000 libras diárias (7.500 dólares) por sus servicios.

Hewitt e Hoon também foram filmados sugerindo que cobrariam 3.000 libras (4.500 dólares) na investigação realizada em conjunto pelo Sunday Times e a emissora de TV Channel 4, que tiveram as primeiras imagens divulgadas no domingo.

Todos negaram as acusações e Byers afirmou não ter dúvidas de que uma investigação confirmará que ele respeitou o código de conduta dos parlamentares.

O ministro da Justiça, Jack Straw, declarou à rádio BBC que não há "nenhuma centelha de prova de qualquer incorreção".

No entanto, admitiu que o escândalo había deprecia o partido e o Parlamento, e que existe uma "fúria incendiária" entre os deputados que tentam a reeleição nas eleições que devem acontecer em 6 de maio.

O primeiro-ministro britânico rejeitou até o momento os pedidos da oposição conservadora, liderada por David Cameron, para abrir uma investigação oficial sobre o caso.

Os conservadores, que classificaram de "escandalosas" as acusações, lideram as pesquisas de intenção de voto para as eleições, mas a vantagem diminuiu nas últimas semanas, o que poderia resultar em uma maioria simples e não absoluta na Câmara de Representantes, o que não acontece desde 1974.

O novo escândalo acontece quase um ano depois de outro revelado pelo Daily Telegraph, que mostrou que mais da metade dos deputados britânicos - independente do partido - cometeram irregularidades nos gastos que declararam ao Estado a respeito das verbas de gabinete e deverão reembolsar conjuntamente mais de um milhão de libras.

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