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24/03/2010 - 22h59

Carro-bomba mata nove pessoas na Colômbia

Nove pessoas morreram e outras 20 ficaram gravemente feridas nesta quarta-feira na explosão de um carro-bomba em Buenaventura, principal porto colombiano no Pacífico, em um atentado atribuído pelas autoridades à guerrilha ligada ao narcotráfico.

Segundo o último boletim da polícia, três feridos morreram no hospital, o que eleva a nove o número de óbitos em consequência do ataque.

Entre os três mortos no hospital está um policial, que apesar dos graves ferimentos, ajudou a evacuar algumas vítimas.

O comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla, a princípio responsabilizou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo atentado, dizendo que "seguramente foram as Farc".

No entanto, o procurador Diego Mendoza afirmou que "também pode ter a ver com o narcotráfico". "Estamos avaliando", disse.

"Essa região tem muita influência do narcotráfico. Avaliando o local em que a bomba foi colocada, acreditamos que se trata de represálias contra a polícia ou contra a procuradoria, mas não podemos assegurar nada de concreto", completou.

O ministro da Defesa, Gabriel Silva, que viajou a Buenaventura para participar de um conselho de segurança, declarou, no entanto, que todas as hipóteses serão analisadas.

O carro-bomba - colocado na noite de terça-feira bem perto das sedes da prefeitura e da procuradoria - explodiu às 9h30 locais (11h30 Brasília). A explosão afetou seriamente os prédios do governo municipal e abriu um buraco na rua, rompendo vidros dos edifícios próximos, residenciais e comerciais, comprovou um fotógrafo da AFP.

Há mais de um ano não ocorrem atentados desse tipo na Colômbia. O mais recente ocorreu em 12 de fevereiro de 2009 na cidade de Convención, província do Norte de Santanter - fronteira com a Venezuela -, e deixou dois mortos e 18 feridos.

O governador do Valle del Cauca, Juan Carlos Abadía, considerou o atentado de hoje como "um desvio", ao lembrar que nos últimos dois anos os índices de segurança foram reduzidos.

"As eleições (presidenciais) se aproximam (30 de maio) e pretendem desestabilizar, gerar medo", disse Abadía, que não apontou nenhum grupo como responsável pelo atentado.

O representante na Colômbia do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Christian Salazar, qualificou o fato de "uma demonstração de terrorismo que condenamos, seja quem o cometeu".

Na região do porto de Buenaventura, de 250.000 habitantes, localizado 550 km a oeste de Bogotá, operam grupos guerrilheiros, de narcotráfico e de crimes comuns.

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