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24/03/2010 - 17h31

Começa a contagem regressiva para a execução de Hank Skinner no Texas

A funesta contagem regressiva para a execução de Hank Skinner, um condenado à morte que deve ser executado na noite desta quarta-feira no Texas, já começou, sem que as provas retiradas na cena do crime passassem por testes de DNA.

Aos 47 anos, dos quais 15 no corredor da morte, Skinner aguardava sua transferência para a prisão de Huntsville onde ficará mais próximo do fim.

Apenas a Corte Suprema dos Estados Unidos, e depois o governador do Texas (sul) Rick Perry, pouco conhecido por sua índole pacífica, podem fazer interromper a injeção mortal programada para as 18H00 locais (20H00).

Nesta quarta-feira, a França interveio junto ao governador do Texas para pedir a graça para o condenado. "O presidente da República (Nicolas Sarkozy) e o ministro (das Relações Exteriores, Bernard Kouchner) declararam à sua esposa francesa, Sandrine Ageorges-Skinner, "todo o apoio", segundo nota do Quai d'Orsay, o ministério das Relações Exteriores francesa.

Hank Skinner foi condenado pelo triplo assassinato, na noite do réveillon de 1993, de sua ex-companheira, agredida até a morte, e de dois filhos dela, apunhalados. Um júri o declarou culpado em 1995, com o Estado do Texas recusando-se, mesmo às custas de Skinner, fazer os teste de DNA que, segundo ele, comprovariam que não foi o autor dos crimes.

O Texas executou 451 pessoas desde 1976, e os Estados Unidos liberaram 17 condenados já no corredor da morte nos últimos anos, graças a testes de DNA.

A acusação demonstrou, durante o processo, a presença do acusado no local do drama, isto é na própria casa, um fato que ele não contesta.

Mas afirma que só uma terceira pessoa poderia ter dado os golpes, porque estava desmaiado no momento dos crimes. A presença de um coquetel de ansiolíticos, de comprimidos contra a dor e álcool em seu organismo havia sido confirmada num exame de sangue.

Há dez anos, Skinner recebeu o apoio de um professor de jornalismo da Northwestern University que refez a investigação com seus alunos. David Protess se disse convencido de que testes de DNA o eximiriam de toda a culpa.

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