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24/03/2010 - 22h49

EUA: Suprema Corte suspende execução de condenado no Texas

A Suprema Corte dos Estados Unidos deteve, nesta quarta-feira, a execução de um assassino condenado menos de uma hora antes do cumprimento da pena capital, depois de um apelo da França e de seus advogados de defesa para permitir a realização de novos exames de DNA.

Henry "Hank" Skinner alega que a realização de novos exames de DNA comprovariam que ele não cometeu o triplo assassinato na noite de Ano Novo de 1993, pelo qual foi sentenciado à morte.

"Disse que não esperava a suspensão, que acreditava que seria executado", revelou o porta-voz do departamento de Justiça do Texas, Jason Clark. Ao saber da notícia, "suas pernas tremeram, sentiu como se realmente tivesse vencido".

Skinner, de 47 anos, que atualmente é casado com uma ativista francesa contrária à pena capital, foi condenado no Texas em um julgamento, celebrado em 1995, em razão das mortes de sua namorada na época e dos dois filhos dela.

O Estado do Texas recusou-se, mesmo às custas de Skinner, fazer os teste de DNA que, segundo ele, comprovariam que não foi o autor dos crimes.

A acusação demonstrou, durante o processo, a presença do acusado no local da tragédia, isto é na própria casa, um fato que ele não contesta.

Mas afirma que só uma terceira pessoa poderia ter dado os golpes, porque estava desmaiado no momento dos crimes. A presença de um coquetel de ansiolíticos, de comprimidos contra a dor e álcool em seu organismo havia sido confirmada num exame de sangue.

Há dez anos, Skinner recebeu o apoio de um professor de jornalismo da Northwestern University que refez a investigação com seus alunos. David Protess se disse convencido de que testes de DNA o eximiriam de toda a culpa.

Mais cedo nesta quarta-feira, o embaixador da França em Washington fez contato com as autoridades texanas pedindo que a execução fosse suspensa.

Tanto o presidente francês, Nicolas Sarkozy, quando o chanceler, Bernard Kouchner, manifestaram apoio à esposa de Skinner, Sandrine Ageorges-Skinner.

"O presidente da República (Nicolas Sarkozy) e o ministro (das Relações Exteriores, Bernard Kouchner) declararam à sua esposa francesa, Sandrine Ageorges-Skinner, "todo o apoio", segundo nota do Quai d'Orsay, o ministério das Relações Exteriores francesa.

Depois de passar 15 no corredor da morte, Skinner devia ter sido executado às 18h00 locais desta quarta-feira, com injeção letal.

O Texas executou 451 pessoas desde 1976, e os Estados Unidos liberaram 17 condenados já no corredor da morte nos últimos anos, graças a testes de DNA.

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