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24/03/2010 - 17h37

Papa lembra que o casamento deve ser entre homem e mulher

O papa Bento XVI lembrou, nesta quarta-feira, o valor do casamento tradicional, após ressaltar que deve ser celebrado "entre um homem e uma mulher", ao se dirigir aos participantes do 10º Fórum Internacional da Juventude, realizado em Rocca di Papa, perto de Roma.

"Quero exortar os jovens delegados a descobrir a beleza e a grandeza do casamento. A relação entre o homem e a mulher reflete o amor divino de forma especial e, por isso, o laço conjugal tem tanta dignidade", escreveu, em mensagem publicada pelo departamento de imprensa do Vaticano.

As palavras do Papa foram divulgadas poucos dias depois de terem sido celebradas, pela primeira vez na América Latina - o continente mais católico do mundo - as primeiras cerimônias de casamento coletivas para pessoas do mesmo sexo, na Cidade do México.

Na Itália, outro país extremamente católico, a Corte Constitucional deverá se pronunciar em poucas semanas sobre o valor legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo, razão pela qual a mensagem do Pontífice adquire um tom especial.

Na nota, Bento XVI criticou ainda o aumento dos divórcios e das separações.

"Em um contexto cultural que considera o casamento um contrato com duração determinada que pode ser rompido, é importante entender que o amor verdadeiro é fiel, é a entrega de si mesmo de forma definitiva", acrescentou.

Em muitos casos, o chefe da Igreja Católica condenou o casamento entre homossexuais, sem que isso tenha impedido sua legalização.

No México, a esquerda que há 13 anos governa a capital, impulsionou legislações inéditas no país como a descriminalização do aborto, a aceleração dos divórcios e agora, o casamento gay.

Também na Argentina já foram celebrados dois casamentos entre homens, autorizados por amparos judiciais, embora um deles tenha sido anulado por um juiz.

Com a entrada em vigor da lei, em 3 de março passado, a Cidade do México entrou para a lista de locais que legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo, precedida de Holanda, Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, África do Sul, Canadá e alguns estados americanos.

Até então, na América Latina só eram reconhecidas uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em dois países - Uruguai e Colômbia -, na cidade de Buenos Aires e no estado mexicano de Coahuila (norte).

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