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24/03/2010 - 13h28

Senadora colombiana irá ao Brasil para iniciar processo de libertação de reféns das Farc

A senadora colombiana Piedad Córdoba viajará na quinta-feira ao Brasil para iniciar, com o apoio de dois helicópteros da Força Aérea brasileira, a operação para receber dois militares que a guerrilha das Farc pretende libertar no final de semana na selva da Colômbia.

Córdoba, para quem as Farc entregarão os militares Pablo Emilio Moncayo e Josué Calvo, viajará por volta de meio-dia de quinta-feira para São Gabriel da Cachoeira (Amazonas) de onde decolarão os dois helicópteros brasileiros que participarão da operação com a anuência da guerrilha, disse a senadora nesta quarta-feira.

"Já está tudo muito organizado. Estou muito feliz. Não acreditamos que haja algo preocupante, estamos tranquilos sobre o protocolo de segurança (para garantir a operação)", declarou a senadora à rádio Caracol.

O Brasil já participou de uma operação semelhante de libertação de reféns das Farc, em fevereiro de 2009, quando o grupo guerrilheiro libertou dois políticos e quatro militares.

Para realizar a operação, o governo colombiano suspenderá as ações militares nas áreas das libertações entre as 18h00 locais de sexta-feira (20h00 de Brasília) e as 06H00 locais de domingo (08h00 de Brasília), segundo o alto comissário de paz do governo, Frank Pearl.

Pearl indicou nesta quarta-feira que as libertações ocorrerão no sábado e na segunda-feira, devido ao fato de os dois reféns se encontrarem em "locais diferentes".

"Este é um processo incrivelmente complexo. De agora até o momento em que o helicóptero pousar com o primeiro liberto há quatorze grandes pontos que temos que coordenar com as forças militares e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)", disse.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia anunciaram também que entregarão os restos do chefe de Polícia Julián Guevara, morto em 2006 no cativeiro.

O grupo guerrilheiro propõe a troca de outros 21 militares e policiais que mantém em seu poder cerca de 500 rebeldes presos, mas o presidente Alvaro Uribe rejeita.

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