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26/03/2010 - 14h19

EUA e Rússia fecham novo acordo de redução de armas nucleares

O presidente Barack Obama e seu colega russo Dmitry Medvedev finalizaram nesta sexta-feira um histórico acordo de redução de armas nucleares, cortando em 30% o limite de número de ogivas nucleares que cada potência está autorizada a deter.

Em um telefonema, os dois líderes selaram o sucessor do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start) que expirou em dezembro, informaram ambos os lados da negociação.

"Nós conseguimos acordo em uma das prioridades de segurança nacional da minha administração, um novo acordo de controle de armas", afirmou Obama em coletiva de imprensa com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o secretário de Defesa, Robert Gates.

O novo pacto deve ser assinado em 8 de abril em Praga por Obama e Medvedev.

Os líderes americanos afirmaram aos jornalistas que o acordo vai ajudar a avançar no objetivo de longo prazo de "termos um mundo livre das armas nucleares".

"Com esse acordo, Estados Unidos e Rússia - as duas maiores potências nucleares do mundo - também enviam um sinal claro de liderança", diz Obama.

"Fechando nossos próprios compromissos de não-proliferação, fortalecemos os esforços globais para deter a disseminação dessas armas, tendo certeza que outras nações deverão agir de acordo com suas responsabilidades".

Hillary acrescentou que os Estados Unidos não "precisam de grandes arsenais para proteger o país e aliados contra as duas principais ameaças de hoje: proliferação de armas nucleares e terrorismo".

Obama afirmou que o tratado vai de acordo com sua prioridade de renovar as relações com a Rússia, tendo como objetivo aprofundar a cooperação na guerra americana contra extremistas islâmicos no Afeganistão e nos esforços de deter o programa nuclear iraniano.

As relações se deterioraram muito durante o mandato do ex-presidente George W. Bush.

Em Moscou, o Kremlin afirmou "que os presidentes concordaram que o novo tratado marca a mudança da cooperação Rússia-EUA para níveis mais altos no desenvolvimento de novas cooperações estratégicas".

Obama disse ainda que o novo tratado reduz significativamente os limites de mísseis e lançadores, e traz um sistema de verificação "forte e efetivo".

O novo acordo determina limites de 1.550 ogivas nucleares, o que significa em torno de 30% menos que o limite acordado em 2002.

Os Estados Unidos informaram que atualmente detém 2.200 ogivas nucleares, enquanto a Rússia acredita deter em torno de 3.000.

O tratado, que precisa ser ratificado pelo Senado americano e pela Duma (Parlamento russo), estabelece o limite de 800 lançadores de mísseis balísticos intercontinentais, submarinos lançadores de mísseis balísticos e bombas pesadas equipadas com armas nucleares.

O limite para mísseis balísticos intercontinentais e lançadores submarinos de mísseis é de 700, informou a Casa Branca.

Obama e Medvedev pretendem cortar até julho o número de ogivas nucleares de cada lado para em torno de 1.500 e 1.675 ogivas e o número de transportadores entre 500 a 1.100.

Esse acordo dá a Obama sua segunda maior vitória política em uma semana, depois que seu projeto de reforma da saúde transformou-se em lei na terça-feira.

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