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26/03/2010 - 17h02

Ex-primeiro-ministro Iyad Allawi vence as eleições legislativas no Iraque

O ex-primeiro-ministro Iyad Allawi venceu as eleições legislativas iraquianas de 7 de março passado, conquistando 91 cadeiras no Parlamento, enquanto que seu adversário, o atual primeiro-ministro Nuri al Maliki, obteve 89, segundo os resultados oficiais comunicados nesta sexta-feira pela comissão eleitoral.

A Aliança Nacional Iraquiana (ANI), que reúne vários partidos religiosos xiitas, ficou em terceiro lugar, com 70 cadeiras. A Aliança do Curdistão, união dos dois grandes partidos curdos, obteve 43 cadeiras.

A Assembleia, que tem 325 assentos, será completada por deputados de diversas minorias.

Em uma primeira reação, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley, classificou o final do processo eleitoral no Iraque de "etapa significativa" para o desenvolvimento da democracia no país.

O enviado especial da ONU para o Iraque, Ad Melkert, afirmou que as eleições legislativas de 9 de março foram "confiáveis", completando que houve "êxito", e pediu que os diferentes candidatos "aceitem seus resultados".

"A opinião da ONU é que essas eleições foram confiáveis, e felicitamos o povo iraquiano por isso", declarou Melkert em coletiva de imprensa.

O enviado especial da ONU pediu que todos os partidos políticos que participaram das eleições "aceitem o resultado".

No entanto, Nuri al-Maliki recusou-se a reconhecer sua derrota, alegando que os resultados anunciados não são definitivos.

Iyad Allawi, por sua vez, declarou que vai trabalhar "com todos os partidos" para formar um governo em breve.

Maliki e Allawi, ambos xiitas, embora o segundo seja laico e em seu bloco conte, também, com a participação de candidatos sunitas, disputam voto a voto desde o início da apuração.

A lentidão do processo, devido, segundo a comissão aos diversos níveis de verificação dos resultados, provocou acusações de fraude e de manipulações de quase todos os partidos na disputa.

Se a AED persistir em rejeitar os resultados alegando irregularidades, o país poderá mergulhar em uma grave crise e prolongar a duração de um vazio político propício à violência.

Seja como for, a formação do novo governo levará várias semanas ou, inclusive, meses.

O vencedor não possui a maioria absoluta no Parlamento para formar sozinho o próximo gabinete, e terá que realizar difíceis negociações com os outros partidos para formar uma coalizão.

Um clima de tensão se instaurou no país, onde os partidários de Maliki intensificaram nos últimos dias as manifestações para pedir uma nova apuração, recorrendo inclusive a ameaças veladas de ações futuras.

O próprio Maliki mencionou a violência ao defender a ideia de uma nova apuração para "impedir uma degradação da segurança e um retorno à violência".

A comissão eleitoral rejeitou seu pedido, considerando que as acusações de fraude não têm fundamento. Indicou, no entanto, que poderá realizar uma recontagem em alguns centros de votação, caso os partidos políticos apresentem solicitações.

Enquanto isso, um duplo atentado com explosivos deixou mais 40 mortos e mais de 60 feridos próximo a Baqouba, ao norte de Bagdá, segundo as forças de segurança.

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