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26/03/2010 - 14h42

Netanyahu reúne gabinete e diz que não cederá em Jerusalém

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, voltou a descartar qualquer mudança na política do país em Jerusalém, ao se reunir nesta sexta-feira com seu gabinete de segurança para elaborar a resposta de Israel às crescentes pressões dos Estados Unidos em relação à colonização.

Netanyahu apresentou ao gabinete de segurança, que agrupa os sete principais ministros de seu governo, "uma série de temas abordados nos contatos que manteve nos Estados Unidos para relançar as discussões de paz com os palestinos", informou seu escritório em comunicado, sem dar detalhes sobre o conteúdo da reunião.

Antes do encontro, o primeiro-ministro reiterou que não haverá "nenhuma mudança na política de Israel relativa a Jerusalém, que é a de todos os governos israelenses há 42 anos".

Paralelamente, a violência na Faixa de Gaza intensificou-se nesta sexta-feira, onde o movimento islâmico Hamas afirmou que dois soldados israelenses foram mortos, enquanto testemunhas palestinas relataram uma forte explosão Kissufim, um antigo posto de fronteira entre a Faixa de Gaza e o território israelense.

Um palestino ficou gravemente ferido após ser atingido por granadas atiradas por tanques israelenses após a explosão, segundo fontes médicas palestinas.

O grupos Brigadas Ezzedin al Qassam, o grupo armado do movimento islâmico Hamas, reivinvicou o ataque em comunicado, afirmando que os dois soldados israelenses morreram quando militantes das brigadas "trocavam tiros com uma unidade especial do exército israelense que efetuava uma incursão no setor de Khan Yunes".

É pouco provável que a reunião dos sete principais ministros, que constituem o gabinete de segurança, chegue a uma solução rápida para a crise com Washington.

"Temos que esperar e ter paciência. Todos os aspectos do programa serão examinados devidamente e o fórum de sete (ministros) formulará a posição de Israel segundo os interesses do país e com o tempo necessário para fazê-lo", declarou o secretário de gabinete, Zvi Hauser, à rádio estatal.

Netanyahu retornou na quinta-feira à noite a Israel depois de uma visita tensa aos Estados Unidos que não permitiu chegar a uma solução para a crise com a administração Obama, deixando dúvidas sobre a retomada do diálogo entre Israel e Palestina.

As tensões sobre as colônias judaicas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental (a parte árabe da cidade anexada por Israel) é atualmente o principal obstáculo da retomada do processo de paz no Oriente Médio.

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