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27/03/2010 - 00h00

Naufrágio de navio sul-coreano deixou 46 desaparecidos

Ao menos 46 tripulantes estão desaparecidos após o naufrágio do navio de guerra sul-coreano com 104 marinheiros a bordo na sexta-feira, na zona de fronteira com a Coreia do Norte, informou neste sábado um porta-voz militar em Seul.

Após a explosão da popa do navio por causa ainda ignorada, "58 marinheiros foram resgatados e 46 estão desaparecidos", disse à AFP um porta-voz do Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

Segundo o oficial, uma equipe de mergulhadores da Marinha está pronta para investigar as causas do naufrágio e recuperar eventualmente corpos.

"As operações de resgate prosseguem", disse outro porta-voz do Estado Maior Conjunto, assinalando que "não há provas do envolvimento da Coreia do Norte" no incidente.

Após o naufrágio, o governo de Seul convocou uma reunião de urgência.

A princípio, a agência sul-coreana Yonhap afirmou que um navio sul-coreano abriu fogo contra outra embarcação não identificada dentro da zona do incidente, mas um porta-voz do Estado-Maior informou que o alvo dos disparos seria, na verdade, uma revoada de pássaros.

O navio de 1.400 toneladas afundou entre as 21h e 22h local (09h e 10 Brasília) de sexta-feira, próximo à ilha de Baengnyeong, Mar Amarelo.

Uma operação de salvamento esteve em curso e 58 tripulantes foram resgatados, declarou à noite o porta-voz do Estado-Maior.

A zona do Mar Amarelo entre as duas Coreias é particularmente sensível, sendo, regularmente palco de incidentes entre as marinhas dos dois vizinhos.

A demarcação marítima entre as duas nações, que se mantêm teoricamente em guerra por falta de um tratado de paz no final do conflito de 1950-53, nunca foi aceita pelo Norte.

Desde 1999, os confrontos fizeram dezenas de mortos nesta zona. Seis marinheiros sul-coreanos foram assassinados em junho de 2002. O incidente naval mais recente nesta zona foi em novembro passado. Em janeiro, a Coreia do Norte chegou a disparar tiros de artilharia neste setor, durante três dias.

Nesta sexta-feira, um porta-voz do Estado Maior da armada norte-coreana, citado pela agência oficial KCNA, acusou Seul e os Estados Unidos de quererem derrubar o regime stalinista norte-coreano.

"Aqueles que procuram abater a República Popular Democrática da Coreia sucumbirão aos golpes nucleares sem precedentes do exército invisível", disse o porta-voz.

Pyongyang se retirou das discussões a Seis sobre seu programa nuclear em abril do ano passado, depois de um lançamento de míssil punido pelo Conselho de Segurança da ONU, e realizou, durante o período, seu segundo teste nuclear desde o de 2006.

As relações entre as duas Coreias estão consideravelmente degradas desde a chegada ao poder, em fevereiro de 2008, do presidente sul-coreano Lee Myung-Bak, um conservador partidário da linha dura contra seu vizinho comunista.

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