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28/03/2010 - 14h33

Árabes exigem cessar da colonização de Israel; Netanyahu critica palestinos

Os dirigentes árabes afirmaram neste domingo que Israel deve pôr fim colonização dos territórios palestinos ocupados como condição para que possam ser retomadas as negociações de paz, em uma declaração final de sua cúpula na cidade líbia de Sirta.

"A retomada das negociações requer o cessar total das atividades de colonização israelenses nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental", assinala o documento.

Os dirigentes também pediram ao presidente Barack Obama que continue com seus esforços para deter a colonização israelense.

Os árabes igualmente pediram ao Quarteto para a o Oriente Médio (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU) "que pressionem Israel para um cessar total da colonização".

Os dignitários reunidos destacaram a necessidade de estabelecer um calendário preciso para essas negociações caso sejam retomadas.

A cúpula anual de dois dias, a primeira organizada no país do libio Muamar Kadhafi, aprovou uma ajuda de 500 milhões de dólares aos palestinos de Jerusalém, em um "plano de salvamento de Jerusalén", anunciou o chefe da Liga Árabe, Amr Musa.

Os árabes decidiram, por fim, realizar uma cúpula extraordinária antes do fim no ano também na Líbia para examinar o projeto e transformação da Liga em União Árabe, proposta do Iêmen.

Mais cedo, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, por sua vez, acusou os palestinos de "endurecer suas posições", mas se declarou disposto a prosseguir com os contatos com os Estados Unidos para favorecer um reinício do diálogo.

"Constatamos uma vez mais que os palestinos endureceram suas posições e não mostram o menor sinal de moderação", declarou Netanyahu ao iniciar a reunião semanal do Conselho de ministros.

Em um discurso lido na véspera durante a abertura da cúpula árabe, o presidente da Autoridade palestina, Mahmud Abbas, reiterou que não pode haver negociações indiretas com Israel se antes não cessarem as atividades israelenses de colonização.

"Não podemos retomar indiretamente as negociações enquanto Israel mantiver sua política de colonização e o status quo", afirmou Abbas.

Apesar de não conseguir com que fossem retomadas as negociações de paz direta entre Israel e os palestinos, bloqueadas há mais de um ano, os Estados Unidos conseguiram obter um acordo dos palestinos para negociações indiretas sob direção de seu emissário especial, George Mitchell.

Mas o início desses negociações foi torpedeado pelo anúncio de Israel, em plena visita em 9 de março do vice-presidente Joe Biden a Jerusalém, da autorização para a construção de 1.600 novas moradias em um bairro de colonização em Jerusalém Oriental.

Este anúncio desencadeou uma crise diplomática com a administração Obama e a revolta dos palestinos.

No terreno, o exército israelense recebeu neste domingo a ordem de fechar a Cisjordânia ocupada até 6 de abril por razões de segurança por ocasião das festas da Páscoa judaica.

Esta medida foi tomada pelo ministro da Defesa, segundo o comunicado militar.

O fechamento entrará em vigor a partir deste domingo, meia-noite (21H00 GMT), até 6 de abril à meia-noite, pois as festas começam na noite de segunda e terminam na noite de 5 de abril.

Durante o fechamento, a passagem entre Israel e o território palestino ficará estritamente proibida, com exceção para os casos humanitários, os médicos, membros de ONGs, o clero, jornalistas e estudantes e professores.

Mas, à espera do fechamento, cerca de 150 palestinos, israelenses e militantes estrangeiros que se manifestavam contra as restrições israelenses se surpreenderam ao poder cruzar sem problemas um ponto de controle entre a Cisjordânia e Jerusalém, segundo um correspondente da AFP no local.

As autoridades israelenses se acostumaram a intensificar as restrições impostas aos habitantes da Cisjordânia durante as festas judaicas.

Vários blindados israelenses entraram neste domingo na Faixa de Gaza, a leste de Khan Yunes, perto do local onde palestinos e israelenses se enfrentaram nos últimos dias.

As forças israelenses cavaram profundas trincheiras e realizaram disparos de advertência para afastar os agricultores da zona, contaram testemunhas.

O exército não quis comentar a informação.

Na sexta-feira, no mesmo setor, dois soldados israelenses e um palestino morreram em um tiroteio.

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