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28/03/2010 - 17h52

Primeiro-ministro iraquiano acusa a ONU de indiferença ante fraude eleitoral

O atual primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, segundo colocado nas eleições legislativas de 7 de março, acusou neste domingo o enviado especial da ONU no Iraque, Ad Melkert, de indiferença ante a fraude eleitoral.

"Se estivesse no lugar de Melkert ante este tipo de problema, teria dito: 'É preciso fazer todo o possível (para detectar as fraudes)'", declarou Maliki à tv iraquiana. "Mas Melkert disse: 'Bom, é difícil por causa do tempo (que seria necessário)'".

O enviado especial da ONU para o Iraque, Ad Melkert, afirmou na sexta-feira em Bagdá que as eleições legislativas de 9 de março foram "confiáveis", completando que houve "êxito", e pediu que os diferentes candidatos "aceitem os resultados" das mesmas.

"A opinião da ONU é que essas eleições foram confiáveis, e felicitamos o povo iraquiano por esse êxito", declarou Melkert em coletiva de imprensa.

O enviado especial da ONU pediu que todos os partidos políticos que participaram das eleições "aceitem o resultado".

O Supremo Tribunal deve aprová-los depois que a Comissão Eleitoral examinar eventuais queixas.

Mas o que está claro é que o novo governo levará semanas para ser formado, e até meses, já que o vencedor não possui a maioria absoluta e precisa de uma coalizão governamental.

Uma decisão da Suprema Corte, exigida por Maliki, poderá complicar ainda mais as coisas. A formação de um governo pode depender de uma aliança de partidos que se apresentam como independentes.

Se o partido de Maliki conseguir criar uma grande coalizão com outras formações, poderá ser então encarregado de formar um gabinete.

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