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29/03/2010 - 17h44

Mulheres-bomba atacam metrô de Moscou e matam 38

Pelo menos 38 pessoas morreram em dois atentados nesta segunda-feira nas estações do metrô de Lubianka e Park Kultury, no centro de Moscou, atribuídos pelas autoridades russas a duas mulheres-bomba vinculadas a grupos insurgentes islâmicos do Cáucaso.

O balanço mais recente é de 38 mortos e pelo menos 64 feridos, nos ataques mais sangrentos cometidos na capital russa desde 2004, segundo o ministério das Situações de Emergência.

As autoridades russas reagiram fortemente após os ataques. O primeiro-ministro, Vladimir Putin, que interrompeu uma viagem à Sibéria, prometeu que "os terroristas serão aniquilados".

O presidente Dimitri Medvedev condenou nos mesmos termos os atos, cometidos, segundo ele, por "monstros selvagens".

"Não tenho a menor dúvida: os encontraremos e serão aniquilados", declarou Medvedev à noite na estação do metrô Lubianka, após depositar uma coroa de flores no local da tragédia.

O primeiro atentado aconteceu às 7H57 (0H57 de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka.

A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes e pessoas caídas em desgraça na então União Soviética.

O segundo atentado foi executado na estação Park Kultury às 8h40 (1H40 de Brasília).

"Em Park Kultury, os dados preliminares apontam para uma mulher-bomba. Segundo os fragmentos do corpo, que estão sendo examinados, o explosivo estava na altura da cintura. A situação é a mesma em Lubianka", disse o porta-voz do comitê de investigação do Ministério Público de Moscou, Vladimir Markin.

O diretor do FSB, Alexandre Bortnikov, considerou que as autoras dos atentados eram oriundas do Cáucaso Norte, região da Rússia majoritariamente muçulmana e cenário de uma violenta insurgência nos últimos anos.

"Segundo a versão preliminar, os atentados foram cometidos por grupos terroristas vinculados à região do Cáucaso Norte. Privilegiamos esta versão", declarou Bortnikov, citado pelas agências de notícias russas.

Uma fonte dos serviços de segurança indicou à agência Interfax que a identidade das duas suicidas e das outras duas mulheres que as acompanharam até o metrô antes das explosões puderam ser descobertas graças aos vídeos de vigilância.

Essas duas mulheres, assim como um terceiro possível cúmplice - um homem - são buscados pela polícia, segundo a mesma fonte.

As autoridades estrangeiras condenaram rapidamente os atentados.

"O povo americano é solidário com o povo da Rússia na oposição ao extremismo e aos atrozes atentados terroristas que demonstram tal indiferença à vida humana, e condenamos estes atos monstruosos", afirmou o presidente Barack Obama, que telefonou a Medvedev para oferecer sua colaboração.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou "energicamente" os atentados e expressou sua confiança em que as autoridades russas levarão à Justiça "os responsáveis por esses odiosos ataques terroristas".

"A União Europeia (UE) apoia firmemente a Rússia no combate ao terrorismo sob todas as formas", declarou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

Em um telegrama a Medvedev, o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, expressou "toda a solidariedade e afeto" da sociedade espanhola, que vem sofrendo durante anos os estragos causados pela barbárie terrorista".

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ter recebido com "consternação e horror" a notícia.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, condenou os atentados "odiosos e covardes", e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, enviou mensagem de condolências ao presidente Medvedev.

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