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31/03/2010 - 11h35

Empresas criticam reforma da saúde; analistas duvidam dos motivos

Várias empresas afirmaram que a reforma do sistema de saúde aprovada nos Estados Unidos pode custar milhões de dólares e deixar sem cobertura muitos cidadãos, mas alguns analistas não acreditam nos motivos alegados.

A operadora de telefonia AT&T anunciou na sexta-feira que destinaria um bilhão de dólares dos resultados do primeiro trimestre às consequências da nova lei (promulgada três dias antes), que tem como uma das medidas voltar a aplicar impostos a um subsídio recebido pelas empresas que pagam medicamentos a ex-funcionários aposentados.

A fabricante de máquinas de contrução Caterpillar informou que reservaria 100 milhões de dólares e o grupo diversificado 3M uma quantia de 85 a 90 milhões de dólares pelo mesmo motivo.

Mas o economista independente Joel Naroff afirmou que "é difícil entender por quê as empresas precisam pagar as taxas dois segundos depois da aprovação da lei".

"Podemos perguntar em que medida não estão preparando o caminho para uma futura alta dos preços", opina.

Para Brian Bethune, economista da IHS Global Insight, a imposição da subvenção é "apenas uma das peças do quebra-cabeça" da reforma.

"Muitos outros impostos estão dissimulados neste texto", disse.

Já para David Wyss, economista da Standard and Poor's, "apesar da medida aumentar os custos para os empregadores, não deve ser muito significativo, e será aplicada apenas nas empresas muito sindicalizadas, onde os funcionários têm acordos salariais vantajosos".

"Não afetará a maior parte das empresas americanas, que não proporcionam pagamentos de aposentadoria tão vantajosas, cujos ex-funcionários aposentados integram o programa federal Medicare para o reembolso dos medicamentos", acrescentou Wyss.

Desde setembro do ano passado, 10 grandes empresas, entre elas Boeing, Xerox e Metlife, manifestaram inquietação com a possibilidade da subvenção ser objeto de impostos. Todas alegaram que a situação resultaria em reduções significativas dos programas de cobertura de remédios pagos pelos empregadores".

Alguns aposentados poderiam então recorrer ao programa federal Medicare se tiverem mais de 65 anos, mas em caso contrário teriam que assumir pessoalmente o alto custo ou renunciar a ser cobertos para os medicamentos.

Gerry Shea, vice-presidente do sindicato AFL-CIO, afirma que entre "1,5 e dois milhões de pessoas podem perder a cobertura".

Uma comissão parlamentar americana anunciou na semana passada que trabalharia no tema em abril.

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