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31/03/2010 - 09h47

EUA pedem a Israel quatro meses sem colonização

O governo dos Estados Unidos pediu a Israel que congele durante quatro meses a colonização em Jerusalém Oriental, em troca de negociações diretas com a Autoridade Palestina e com o objetivo de reativar o processo de paz, informa a imprensa israelense.

Washington propõe que durante quatro meses Israel interrompa a construção de casas em Jerusalém Oriental, inclusive nos bairros judaicos, e ao mesmo tempo se compromete a pressionar o presidente palestino Mahmud Abbas a iniciar negociações diretas com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, afirma o jornal Haaretz.

Até o momento, apesar das pressões internacionais, o governo de Netanyahu descartou a possibilidade de congelar a colonização em Jerusalém Oriental.

O prazo de quatro meses coincide com o calendário proposto pela Liga Árabe para negociações indiretas entre Israel e os palestinos, segundo fontes israelenses citadas pelo Haaretz.

No momento, os palestinos se negam a manter negociações diretas com Israel, como deseja Netanyahu, sem uma paralisação prévia da colonização, incluindo em Jerusalém Oriental.

A emissora israelense Channel Two divulgou a mesma informação, mas acrescentou que Israel não responderá ao pedido americano até o fim da celebração da Páscoa judaica, na próxima semana.

O gabinete de Netanyahu não comentou as informações.

Netanyahu retornou na semana passada a Israel, após uma visita aos Estados Unidos que não permitiu resolver a crise com o governo de Barack Obama e deixou em dúvida a possibilidade de retomada do diálogo israelense-palestino, bloqueado há mais de um ano.

Na sexta-feira, o premier reuniu o gabinete de segurança para elaborar a resposta às crescentes pressões americanas para que suspenda a colonização judaica. Nenhum detalhe da reunião foi divulgado.

A questão das colônias judaicas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental é o principal obstáculo para reativar o processo de paz.

Diante da pressão dos Estados Unidos, Israel anunciou em novembro uma moratória limitada e temporária, de 10 meses, para a construção de novas casas na Cisjordânia ocupada. Mas a medida não afeta Jerusalém Oriental, um setor de maioria árabe e cuja anexação em 1967 nunca recebeu o reconheocimento da comunidade internacional.

Israel considera o conjunto da Cidade Sagrada sua capital "eterna e indivisível", enquanto os palestinos desejam que Jerusalém Oriental seja a capital de seu futuro Estado.

O conflito sobre a região se agravou há duas semanas, quando o governo de Netanyahu anunciou a construção de 1.600 novas casas em um bairro de colonização em Jerusalém Oriental, en plena visita do vice-presidente americano Joe Biden.

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