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31/03/2010 - 10h26

Novo atentado deixa 12 mortos na Rússia

A Rússia, ainda comovida com os atentados suicidas de segunda-feira no metrô de Moscou, foi cenário de um novo ataque que deixou pelo menos 12 mortos, nove deles policiais, no Daguestão, uma instável república do Cáucaso, berço de muitos grupos insurgentes islâmicos.

No momento em que as primeiras vítimas dos ataques de segunda-feira seriam sepultadas na capital, duas explosões diante da delegacia de Kizliar, no Daguestão, mataram 12 pessoas e deixaram 23 feridos, segundo as autoridades locais.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou que os atentados desta semana semana em Moscou e no Daguestão podem ser obra do mesmo grupo.

"Não descarto que sejam obra do mesmo grupo", afirmou Putin em uma reunião de gabinete, de acordo com a agência Interfax.

"Não permitiremos que os terroristas semeiem o pânico", advertiu, por sua vez, o presidente russo, Dmitri Medvedev.

"O objetivo dos terroristas é desestabilizar o país, destruir a sociedade civil, semear o pânico na população", afirmou Medvedev, citado pela agência RIA-Novosti. "Não permitiremos isso", acrescentou.

A primeira explosão aconteceu às 8H40 (1H40 de Brasília) e foi provocada por uma bomba colocada em um carro estacionado nas dependências policiais.

Segundo as primeiras informações, dois policiais estavam dentro do veículo.

Vinte minutos depois, um homem-bomba disfarçado de policial detonos a carga explosiva no mesmo local, quando várias policiais investigavam as circunstâncias da primeira explosão.

O segundo ataque matou vários agentes, entre eles o chefe de polícia de Kizliar, Vitali Vedernikov.

Atentados e confrontos são muito frequentes no Daguestão, onde vivem 2,5 milhões de pessoas de múltiplos grupos étnicos, majoritariamente muçulmanos.

Assim como outras repúblicas do Cáucaso russo (como Chechênia e Inguchétia), o Daguestão é cenário há vários meses de confrontos violentos entre rebeldes islâmicos e militares.

Os novos ataques aconteceram em um clima de grande nervosismo após os atentados no metrô de Moscou que mataram 39 pessoas na segunda-feira, executados segundo o governo por duas mulheres-bomba ligadas a grupos insurgentes islâmicos do Cáucaso.

Os atentados suicidas, os primeiros de grande envergadura em vários anos na capital russa, comoveram a opinião pública. As medidas de segurança foram reforçadas em todo o país, incluindo o cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, onde um foguete Soyuz deve decolar na sexta-feira.

Apesar dos serviços de inteligência russos investigarem a pista do Cáucaso, o secretário do Conselho de Segurançad russo, Nikolai Patrushev, também citou um possível envolvimento georgiano.

Geórgia e Rússia protagonizaram em 2008 uma guerra curta, quando Moscou enviou tropas para ajudar as zonas separatistas georgianas a responder uma ofensiva de Tbilisi.

Na terça-feira, Putin afirmou que as forças de segurança vão "tirar dos esgotos" os responsáveis pelos ataques.

Em tom mais moderado, o presidente Dmitri Medvedev pediu um reforço da legislação sobre terrorismo. Também prometeu usar a força para restabelecer a ordem no Cáucaso e criar condições econômicas favoráveis" nesta região afetada pela pobreza.

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