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31/03/2010 - 12h29

Papa pede que os padres sejam 'mensageiros da esperança'

O Papa Bento XVI pediu nesta quarta-feira aos padres que sejam 'mensageiros da esperança, da reconciliação e da paz', durante a audiência-geral na Praça de São Pedro.

O Papa reiterou este pedido já feit odurante o início do ano sacerdotal, que comemora o 150o. aniversáro da morte do padre de Ars, Jean-Marie Vianney, em 4 agosto de 1859.

Durante uma missa celebrada todos os anos na Quinta-feira Santa, os bispos e padres renovam suas promessas sacerdotais. "Como o exemplo do santo padre de Ars, vocês também devem ser no mundo de hoje mensageiros da esperança, da reconciliação e da paz!", afirmou o Papa diante de milhares de fieis.

A semana da Páscoa, um dos períodos mais importantes da religiao católica, comemora, segundo a tradição, a morte na cruz e a ressurreição de Cristo.

O Papa se encontra em meio a uma série de escândalos envolvendo pedofilia dentro de clero que abalam sua posição.

O cardeal Joseph Ratzinger, que depois seria nomeado Papa, não teria feito nada para impedir em 1980 que um padre acusado de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma outra paróquia na Alemanha, afirmou o jornal New York Times na sexta-feira passada, um dia depois de revelar um caso parecido ocorrido nos Estados Unidos.

No final de 1979 em Essen, Alemanha, o padre Peter Hullermann foi suspenso após várias queixas de pais que o acusavam de pedofilia. Uma avaliação psiquiátrica ressaltou os instintos pedófilos, indica o diário americano.

Algumas semanas depois, em janeiro de 1980, o cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, que era na época arcebispo de Munique, dirigiu uma reunião durante a qual a transferência do padre de Essen para Munique foi aprovada. O futuro pontífice recebeu alguns dias depois uma nota na qual foi informado de que o padre Hullermann havia retomado o serviço pastoral.

Em 1986, este padre foi declarado culpado de ter agredido sexualmente meninos em uma outra paróquia de Munique, após a transferência para a cidade bávara.

Na quinta-feira, o jornal revelou que o futuro Papa Bento XVI havia acobertado abusos sexuais de um padre americano, acusado de ter abusado de 200 crianças surdas de uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos).

Segundo o NYT, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé abriu mão de iniciar os trâmites contra o padre acusado de ter abusado de quase 200 crianças surdas em uma escola do Wisconsin entre 1950 e 1972.

O Vaticano reagiu rapidamente desmentindo as informações.

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