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31/03/2010 - 16h23

Peru nega estar por trás de "emboscada diplomática" contra Venezuela

O chanceler peruano, José García Belaunde, negou nesta quarta-feira que o Peru esteja por trás de uma "emboscada diplomática" contra a Venezuela, como denunciou o embaixador desse país na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton.

"Não entendo esses comentários que o embaixador fez, estou surpreso com essa declaração. Não há intenção de fazer nenhuma emboscada", disse em Londres ao Canal N de notícias, ao pedir que "não sejam criadas teorias conspiratórias que não levam a nada".

Chaderton afirmou na terça-feira que na próxima Assembleia Geral da OEA, a ser realizada em Lima no mês de junho, está sendo preparada uma "emboscada diplomática" contra a Venezuela, e considerou que o chanceler peruano realizou um "ataque selvagem" contra seu país na organização.

Na terça-feira, no Conselho permanente da OEA, García Belaunde sustentou que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, era "responsável por ter demonizar a integração comercial".

Ao responder a Chaderton, o chefe da diplomacia peruana disse que "todos sabem e o próprio presidente Chávez já disse não ser favorável à integração comercial, considerada insuficiente, e que a integração política deve ser priorizada".

"Inclusive, mais de uma vez, ele afirmou que a integração comercial não era fazer comércio a favor dos países, por isso, eu disse que ele tinha satanizado a integração", completou.

Depois declarou que "isso também não pode ser considerado nenhuma emboscada contra nenhum país", porque a Venezuela tem uma posição "que é respeitável, mas com a qual não concordamos".

O chanceler questionou também na OEA a criação de um novo bloco americano sem Estados Unidos ou Canadá - criado na cúpula do Grupo do Rio no México, em fevereiro, com o apoio da Venezuela - e declarou que "ninguém sabe em que isso vai se consistir".

O Peru propôs que paz, segurança e cooperação sejam o tema central da Assembleia Geral da OEA de Lima e expressou sua preocupação com a corrida armamentista de alguns países da região, como Chile e Venezuela.

"O Peru não é o dono da assembleia nem pretende sê-lo. O tema (apresentado) é para a discussão de todos e sobre essa base a assembleia vai ser realizada", explicou o chanceler peruano.

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