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02/04/2010 - 17h00

Milhares de peregrinos revivem Paixão de Cristo em Jerusalém

Milhares de peregrinos cristãos procedentes de todo o mundo reviveram nesta Sexta-Feira Santa a Paixão de Cristo em Jerusalém, em um ambiente de fervor e sob a vigilância da polícia israelense.

Uma colorida multidão invadiu desde cedo as estreitas ruas de pedra da Cidade Antiga, seguindo o caminho da cruz que, segundo a tradição cristã, Jesus percorreu ao longo da célebre Via Dolorosa.

"Para mim, é uma visita especial, é a primeira vez que venho à Terra Santa. Rezamos onde Jesus andou. É muito emocionante", afirmou a alemã Andréa Schroetter.

Uma multidão de católicos, em meio aos escândalos de pedofilia que afetam sua igreja na Europa, assim como de ortodoxos e protestantes, entre outros, seguiu as 14 estações da Via Crucis, até a Basílica do Santo Sepulcro que, segundo a tradição, hospeda o túmulo de Cristo, no coração da Cidade Antiga.

A polícia acompanhou de perto a procissão, em um ambiente tenso devido à intenção israelense de prosseguir com a colonização no setor majoritariamente árabe de Jerusalém Oriental, anexado unilateralmente por Israel.

Este ano, a Páscoa de rito latino e ortodoxo são celebradas simultaneamente.

A Páscoa judaica - que lembra o fim da escravidão no Egito, segundo o relato bíblico - começou na terça-feira e acaba na segunda-feira à noite.

Os policiais orientavam a massa de pregrinos, na qual havia um grande número de russos fervorosos. Aqueles que tentavam sair do caminho eram rapidamente empurrados de volta à "boa via". Uma Via Crucis que se deu tanto no sentido figurado como literal.

"Há mais policiais que orações", protestava Nur Bishay, uma egípcia copta, que descansava perto do Santo Sepulcro e lamentava que "o silêncio da oração e os cânticos sagrados tenham sido abafados pelo ruído, os gritos e o caos".

De repente, uma manifestação de palestinos cristãos, frustrados por não poderem entrar na basília, surgiu de forma espontânea. "Com nosso sangue e nossas almas, nos sacrificamos por ti, Palestina!", gritaram durante alguns minutos.

Em outros locais o ambiente não era tranquilo. Desde o início da Semana Santa, os comerciantes do mercado da Cidade Velha protestam. "Os negócios vão mal este ano", queixam-se em coro. E acusam o cerco da polícia israelense como causador do problema, além das restrições impostas para o acesso a Jersualém pelos palestinos da Cisjordânia ocupada por Israel, e a crise econômica mundial.

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