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04/04/2010 - 15h40

Fiéis católicos defendem Igreja após escândalos de pedofilia

A maioria dos fiéis que se reuniu neste domingo na Praça de São Pedro para seguir a tradicional mensagem de Páscoa defendeu a Igreja e o Papa frente aos escândalos de pedofilia e denunciaram uma suposta "instrumentalização" dos escândalos.

"Apesar do fenômeno ser grave, existe alguma instrumentalização", disse à AFP o italiano Marino, que viajou de Turim (norte do país), com toda a família, para passar a Semana Santa em Roma.

Apesar da chuva fina e do céu cinza que cobriu a capital italiana, a família participou a bênção de Páscoa na enorme esplanada, ao lado de milhares de pessoas de diversas nacionalidades.

"A Igreja é formada por homens e, entre eles, alguns que cometem erros. O importante é que não os protejam", afirmou Marino, que considera que "a fé não tem nada a ver com os comportamentos de algumas pessoas".

Sob uma maré de guarda-chuvas de todas as cores, e depois de o decano dos cardeais abrir a cerimônia com uma mensagem inédita de solidariedade a Bento XVI, o alemão Edgard Meier se recusou relacionar a pedofilia com a Igreja Católica.

"Não é algo típico da Igreja", afirmou Meier, que provém do país de nascimento de Bento XVI, onde se multiplicaram nas últimas semanas as revelações de casos de abusos sexuais a menores ocorridos durante décadas.

"Os jornalistas ampliaram o assunto, porque na realidade não é um fenômeno tão considerável", comentou.

O Papa condenou em diversas ocasiões os abusos e escreveu há 10 dias uma importante carta pastoral aos católicos irlandeses, onde reconheceu a responsabilidade da Igreja Católica pelos abusos cometidos por sacerdotes e religiosos pedófilos nesse país.

No entanto, o Pontífice continua sendo alvo das acusações de ter acobertado casos quando foi arcebispo de Munique ou quando era prefeito da Doutrina da Fé ao longo de 25 anos.

"É um problema que se pode encontrar em todas as instituições fechadas, tanto de homens como de mulheres", afirmou a russa Nataliya Tkachenko, que acompanhava um grupo de alemães.

Mas não são todos que defendem o líder da Igreja.

A alemã Claudia Binion, que faz doutorado sobre o tema Igreja e Medicina, é taxativa: "Acredito que o Papa deveria renunciar porque está envolvido pessoalmente".

"Para aqueles que têm essas tendências, a Igreja é o melhor lugar, pois se dedica a formar jovens, e assim, eles podem ficar escondidos e protegidos", concluiu.

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