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06/04/2010 - 17h28

Obama restringe uso de arsenal nuclear com nova política

O presidente americano Barack Obama revelou nesta terça-feira sua política que restringe o uso de arsenal nuclear, declarando que os Estados Unidos vão adotar o uso de armas atômicas apenas "no caso de circunstâncias extremas".

"Pela primeira vez, a prevenção da proliferação e do terrorismo nucleares estão no topo das prioridades dos Estados Unidos", que antes estavam mais preocupados em se defender contra outras potências nucleares, declarou o presidente.

Sob a nova política, os Estados Unidos pela primeira vez afirmam que não farão ataques nucleares contra Estados que não tenham armas atômicas e que tenham aderido aos tratados de não-proliferação nuclear, apesar de Obama dizer que Irã e Coreia do Norte são "exceções"

"Se há uma mensagem para Irã e Coreia do Norte aqui, é que se vão seguir as regras, se vão unir-se à comunidade internacional, vamos assumir certas obrigações com vocês", disse o secretário de Defesa americano Robert Gates.

"Mas se vocês não vão seguir as regras, se vão ser proliferadores, então todas as opções estão sobre a mesa em termos de como vamos tratá-los", afirmou Gates em uma entrevista coletiva.

O relatório sobre a Revisão da Postura Nuclear também descreve o "terrorismo nuclear" como uma ameaça imediata e extrema, com esforços para prevenir o avanço da disseminação de materiais e de armas atômicas como uma prioridade.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assegurou aos aliados dos Estados Unidos que seu país continuará a desempenhar um "papel estabilizador".

O documento revelado nesta terça-feira "fornece a base estratégica de todos esses esforços", e "indica claramente que cooperaremos com parceiros no mundo inteiro para prevenir a proliferação nuclear e o terrorismo nuclear", assegurou Hillary Clinton, chefe da diplomacia americana.

A nova política restringe a construção de novas armas nucleares, mas permite a destinação de bilhões de dólares para "modernizar" as armas americanas já existentes.

Em entrevista concedida ao New York Times, Obama afirma que sua iniciativa procura eliminar ambiguidades da época da Guerra Fria sobre em que circunstâncias tais armas poderiam ser usadas.

A nova política nuclear é lançada dois dias antes de o presidente americano assinar um tratado com a Rússia para cortar estoques de ogivas nucleares em um terço, e menos de uma semana antes de receber líderes mundiais para uma conferência de segurança nuclear que será realizada em Washington.

Em Moscou, o ministro de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que o novo acordo Start "reflete um novo nível de confiança entre Washington e Moscou", mas afirmou que a Rússia poderá sair do acordo unilateralmente caso os EUA "sigam muito longe" com seu sistema de defesa antimísseis.

Para obter uma política internacional que tenha como objetivo a redução da proliferação nuclear, Obama submeteu os Estados Unidos - o único país da história a lançar uma bomba atômica em tempos de guerra - a uma série de cortes de armas nucleares.

"Agora, o relatório de Revisão da Postura Nuclear é bem claro, se você é um Estado que não possui armas nucleares e que assinou tratados de não-proliferação, você pode ter certeza de que nós não usaremos armas nucleares contra você", afirmou ao Times.

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