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06/04/2010 - 15h32

Rádio Vaticano se queixa do 'ódio anticatólico' pelos casos de pedofilia

A Rádio Vaticano advertiu nesta terça-feira que se corre o risco de que a "campanha da mídia de ódio anticatólico possa degenerar", num momento em que a Igreja está mergulhada numa série de escândalos de pedofilia.

A rádio recordou que mensagens anticatólicas foram grafitadas nos muros de uma igreja na Itália; que o bispo de Munster (Alemanha), monsenhor Felix Genn, foi agredido por um desequilibrado durante a missa da Páscoa, e que grupos de manifestantes e indivíduos solitários tentaram perturbar as celebrações da Semana Santa com insultos e outros atos em distintos pontos da Europa.

"Já na Roma antiga, os cristãos eram acusados de crimes horríveis, de infanticídios e de canibalismo. Assim era compreendida a eucaristia... e de relações incestuosas, como era considerado o abraço de paz ritual entre irmãos e irmãs", afirmou a rádio.

"E a multidão, revoltada pelas calúnias dos poderosos, linchava os cristãos", acrescentou.

"Pode parecer que a imprensa internacional em uníssono critica o Papa pelos mais variados motivos", queixou-se a rádio.

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