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06/04/2010 - 10h17

Trabalhistas e conservadores britânicos se enfrentam nas uras em 6 de maio

As eleições gerais britânicas acontecerão no dia 6 de maio, anunciou nesta terça-feira o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown em Downing Street, no início oficial de uma disputa de resultado incerto contra os conservadores liderados por David Cameron.

Brown fez o anúncio ao retornar do Palácio de Buckingham, onde em uma visita protocolar pediu à rainha Elizabeth II a dissolução do Parlamento, que se tornará efetiva no dia 12.

"É provavelmente o segredo mais mal guardado dos últimos anos, mas a rainha aceitou amavelmente a dissolução do Parlamente e que as eleições gerais aconteçam em 6 de maio", declarou Brown.

No breve anúncio, cercado pelos principais ministros, ele pediu aos britânicos "um mandato claro para continuar o duro e urgente trabalho de assegurar a recuperação econômica", que será o tema central da campanha.

As pesquisas antecipam uma disputa acirrada entre os trabalhistas de Brown, que aspira ser eleito pela primeira vez para o cargo que herdou há três anos de Tony Blair, e os conservadores de Cameron, que sonham em voltar ao poder após 13 anos na oposição.

Embora os 'Tories', que há alguns meses já se viam de volta a Downing Street, permaneçam como favoritos, com quatro a 10 pontos de vantagem segundo as pesquisas mais recentes, correm o risco de não ter a maioria absoluta no Parlamento.

A perspectiva de um "hung parliament" - parlamento sem maioria -, inédita desde 1974, pode dar um papel chave à terceira força política do país, o Partido Liberal Democrata de Nick Clegg.

A economia, no momento em que a Grã-Bretanha emerge com dificuldades da pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial e acumula um déficit colossal em consequência dos planos milionários de resgate dos bancos, será o tema central da campanha.

Brown, 59 anos, que sucedeu, sem passar pelo teste das urnas, Blair em 2007 depois de ter sido o poderoso ministro das Finanças do ex-premier durante 10 anos, usa como argumento a experiência e adverte que a recuperação ainda é muito frágil para deixá-la nas mãos de um novato como Cameron, de 43 anos.

"Se tomarmos boas decisões, como fizemos nos últimos 18 meses desde a recessão mundial, resultarão em empregos, prosperidade e melhores níveis de vida", disse nesta terça-feira.

"Se tomarmos decisões ruins, as vidas de milhares de pessoas serão afetadas", advertiu.

Cameron, o líder que modernizou o Partido Conservador desde que assumiu o comando da formação em 2005, insiste em destacar a gestão ruim do atual governo e defende uma "mudança". Por isto afirma que estas eleições são as "mais importantes em uma geração".

"Se trata do futuro de nossa economia, do futuro de nossa sociedade, do futuro de nosso país", disse nesta terça-feira.

"Se reduz a isto: vocês não têm que suportar outros cinco anos de Gordon Brown", completou.

Ambos terão a oportunidade de abordar estes e outros temas de política interna e externa nos três debates televisivos que os líderes dos três principais partidos participarão pela primeira vez no Reino Unido nos dias 15, 22 e 24 de abril.

Além da gestão da crise, os desgastados trabalhistas, que governam o país desde 1997, serão certamente atacados pelo conflito do Afeganistão, os escândalos que afetaram seus deputados, principalmente o das diárias abusivas pagas com dinheiro dos contribuintes, e até mesmo as greves recentes no país.

Brown perdeu recentemente o respaldo do influente tablóide sensacionalista The Sun e da versão dominical deste, o News of the World, o jornal em língua inglesa de maior tiragem do mundo, para o qual o país "pede aos gritos uma mudança".

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