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06/04/2010 - 19h20

Uribe vê risco de corrida armamentista na América Latina

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, denunciou nesta terça-feira o risco de uma eventual corrida armamentista regional imensamente perigosa, depois do anúncio de que a Venezuela deve fechar um pedido de equipamentos militares russos totalizando 5 bilhões de dólares.

"A Colômbia é um país que enfrenta o desafio da violência interna, mas que não participa de corridas armamentistas", disse Uribe em coletiva de imprensa no porto de Cartagena (1.100 km ao noroeste de Bogotá), em resposta a uma pergunta sobre esse anúncio de Moscou.

"Acreditamos que devemos cumprir o dever de enfrentar o terrorismo, mas também acreditamos que a corrida armamentista é imensamente perigosa", completou.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que visitou Caracas na sexta-feira, revelou que a Venezuela deverá fazer um pedido de equipamentos militares à Rússia de mais de 5 bilhões de dólares.

Entre 2005 e 2007, a Venezuela assinou contratos armamentísticos no valor de 4,4 bilhões de dólares para adquirir da Rússia caças Sukhoi, helicópteros de combate e fuzis Kalashnikov.

Diante do anúncio de Putin, o governo americano afirmou na segunda-feira que sua principal preocupação é que "esses equipamentos parem em otros lugares da região".

Estados Unidos e Colômbia, seu principal aliado na América Latina, acusaram várias vezes a Venezuela de apoiar a guerrilha marxista das Farc, algo que foi negado com insistência pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O governo venezuelano considera que o novo acordo de cooperação, que permite ao exército americano usar bases colombianas, representa um risco para seu país, que divide mais de 2.000 km de fronteira com a Colômbia.

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