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07/04/2010 - 14h24

EUA autorizam eliminação de imame americano no Iêmen

A administração americana deu o sinal verde para a eliminação do imame (ministro da religião islâmica) Anwar al-Aulaqi, um cidadão dos Estados Unidos instalado no Iêmen e suspeito de atividades terroristas, indicou nesta quarta-feira um dirigente americano antiterrorista.

"O governo americano cometeria um erro se não acabasse com as ameaças terroristas como as de al-Aulaqi", afirmou o funcionário, que preferiu manter o anonimato, mas confirmando as informações do New York Times.

"Isso não deve surpreender ninguém, principalmente o próprio Anwar al-Aulaqi, de ele ser um alvo americano. Sim, ele é um cidadão americano, mas os americanos que colaboram com o inimigo não recebem proteção especial", declarou.

Segundo o diário nova-iorquino, essa autorização, excepcional no caso de um cidadão americano, foi dada este ano quando o governo do presidente Barack Obama convenceu-se de que o líder não se contenta mais em sustentar o terrorismo, mas também participa diretamente.

Em fevereiro, o diretor da inteligência americana, Dennis Blair, confirmou durante uma audiência parlamentar que os serviços de espionagem estavam autorizados a matar cidadãos americanos se esses representassem ameaça direta para os Estados Unidos.

O imame, nascido no estado do Novo México, adquiriu certa notoriedade por ter mantido contato com o comandante americano Nidal Hassan acusado de ter atirado, em novembro de 2009, em soldados da base Fort Hood (Texas), deixando 13 mortos. O líder islâmico havia dito, em seguida, que aprovava o ataque.

Ele igualmente foi envolvido na tentativa frustrada de atentado pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab em um avião americano, no dia 25 de dezembro de 2009, quando a aeronave estava aterrissando em Detroit (norte dos EUA).

"A ameaça de Aulaqi sobre nosso país não se limita mais a palavras. A partir de agora, realiza preparativos" para atentados, declarou o dirigente americano ao New York Times.

"Os Estados Unidos se esforçam, como os americanos esperam, para eliminar as ameaças à segurança de todos representada por esse indivíduo que criou esta situação", completou.

Washington considera que o Direito Internacional permitirá eliminar indivíduos ou grupos que representem uma ameaça iminente.

Os Estados Unidos igualmente revelaram recentemente a base jurídica que cobre, segundo eles, os aviões sem pilotos que foram usados contra a Al-Qa¯da e os talibãs, confiando no direito à "autodefesa", inscrito no Direito Internacional.

Essas ofensivas se multiplicaram nesses últimos meses tanto no Paquistão e na Somália ou em outros "pontos quentes" onde o exército americano confronta os militantes extremistas, mas a administração do presidente Barack Obama se recusa a revelar mais detalhes.

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