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07/04/2010 - 18h17

Presidente do Fed fala de esperança e de sacrifícios

O presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, enumerou nesta quarta-feira motivos de esperança para a economia do país, mas advertiu para sacrifícios inevitáveis que podem levar ao aumento de impostos e à queda dos gastos sociais.

"A crise financeira parece ter ficado para trás", a economia "começa a crescer novamente", mas "estamos longe de estarmos a salvo", declarou Bernanke durante um pronunciamento em Dallas, no Texas (sul).

Entre as causas de sua preocupação, Bernanke citou o nível elevado de desemprego (9,7%). "As contratações continuam escassas", disse, apesar da volta da criação de empregos no país no mês de março.

"Os entraves à atividade de empréstimos dos bancos permanecem. Entretanto, um fato crucial é que o temor de um colapso do setor financeiro caiu substancialmente", acrescentou Bernanke em declarações transmitidas pela televisão.

O mercado imobiliário, que originou a crise, permanece no limbo, acrescentou o chefe do Fed. "Esperamos ainda para ver a prova de uma retomada viável" desse mercado, disse.

Apesar disso, Bernanke considerou que o crescimento econômico (que ele havia classificado apenas como "nascente" em fevereiro), gerado por uma política monetária mais acomodada do Fed, deverá ser "suficiente para levar a uma lenta queda da taxa de desemprego nos próximos doze meses".

No momento em que o déficit orçamentário do país deverá superar este ano a incrível marca de 1,415 trilhão de dólares que havia atingido durante o exercício anterior, o chefe do Fed considerou que a situação orçamentária e o envelhecimento da população dos Estados Unidos imporiam no futuro uma escolha dolorosa entre impostos, gastos sociais e despesas públicas.

Referindo-se a "escolhas difíceis", Bernanke considerou que o país teria que escolher inevitavelmente entre "impostos mais elevados, modificações nos programas" de seguro desemprego ou de previdência social, "despesas públicas menos fortes, da educação à defesa, ou uma combinação" dessas diferentes opções.

Privilegiando a recuperação econômica à redução do déficit, o governo do presidente Barack Obama não apresentou um plano sobre a forma como pretende proceder dessa forma e reduzir o déficit orçamentário para cerca de 4% a médio prazo, como havia prometido.

"Mas ao menos que não consigamos mostrar, em nível nacional, um comprometimento forte por um orçamento responsável, não teremos a longo prazo nem a estabilidade financeira, nem um crescimento econômico forte", advertiu Bernanke.

Dadas as condições atuais, "uma redução forte do déficit orçamentário a curto prazo não é, provavelmente, nem possível nem aconselhável", disse Bernanke, "entretanto, nada nos impede de começar a elaborar um plano confiável para enfrentarmos nossos desafios orçamentários a longo prazo".

Durante sua campanha eleitoral, Obama prometeu tornar os planos de saúde mais acessíveis e reduzir os impostos para a classe média.

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