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08/04/2010 - 09h29

Autoridades investigam incidente que provocou pânico em avião dos EUA

Um diplomata do Qatar causou pânico na quarta-feira entre os passageiros de um avião comercial americano, depois que as autoridades suspeitaram que tentava detonar explosivos em um sapato enquanto supostamente fumava no banheiro de um voo doméstico procedente de Washington.

A polícia federal (FBI) não encontrou qualquer explosivo a bordo do voo da United Airlines 663 que partiu do aeroporto nacional Ronald Reagan com 157 passageiros e seis membros da tripulação a bordo, e que conseguiu aterrissar sem problemas no Aeroporto Internacional de Denver.

O FBI, no entanto, está investigando o diplomata Mohammed al-Modadi, que tem imunidade diplomática como terceiro secretário e vice-consul do Qatar na embaixada de Washington.

Segundo a rede ABC, o diplomata tentou acender algo no interior do avião, mas a NBC revelou que os cães farejadores da polícia não encontraram traços de explosivos a bordo do aparelho.

A imprensa americana não descarta que o incidente tenha sido provocado por um mal-entendido a bordo do voo da United Airlines.

Segundo a rede NBC, cerca de 30 minutos antes do pouso em Denver agentes da segurança aérea sentiram cheiro de fumaça e interpelaram um homem que estava há algum tempo no banheiro, que teria afirmado que tentava colocar fogo em seu sapato.

O suspeito foi dominado e colocado sob custódia, segundo a Administração para a Segurança dos Transportes (TSA).

A polícia federal americana (FBI) investiga agora se Mohammed al-Modadi efetivamente tentou colocar fogo em qualquer coisa a bordo.

Após o piloto declarar situação de emergência, dois caças F-16 se colocaram ao lado do avião, às 18h45 local (21h45 Brasília), por ordem do NORAD (North American Aerospace Defense Command).

A TSA informou que está "monitorando" o incidente após receber um relatório preliminar dos agentes federais, e destacou que todas as etapas foram cumpridas para garantir a segurança dos passageiros.

O incidente faz renascer entre os americanos os temores provocados por um recente atentado fracassado.

No Natal de 2009, o jovem nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, 23 anos, tentou detonar uma substância explosiva que havia escondido na cueca momentos antes do pouso do voo 253 da Northwest em Detroit, procedente de Amsterdã, com 300 pessoas a bordo.

O explosivo falhou e o nigeriano, muito ferido nas pernas por causa da reação química, foi dominado por outros passageiros.

O atentado poderia ter sido facilmente evitado com uma análise séria dos responsáveis de Inteligência da embaixada dos Estados Unidos em Abuja, que entrevistaram o pai do terrorista, um conhecido banqueiro nigeriano, que foi à sede diplomática para alertar sobre o comportamento radical do filho.

Apesar do alerta, a informação não foi compartilhada entre os diversos serviços do governo e o nigeriano pôde ter acesso ao voo para os Estados Unidos.

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